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Caetano Veloso processa marca Osklen e pede indenização de R$ 1,3 milhão; entenda

Músico move ação no Rio de Janeiro por uso indevido de imagem, danos morais e danos materiais; 'Estadão' contatou Oskar Metsavath, empresário da marca, mas ainda não obteve retorno

5 dez 2023 - 11h20
(atualizado em 6/12/2023 às 08h41)
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O cantor Caetano Veloso está processando a marca de roupas Osklen por uso indevido de imagem, danos morais e danos materiais. Ele pede que a empresa arque com uma indenização de R$ 1,3 milhão. O caso foi noticiado pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, nesta segunda, 4, e confirmado pelo Estadão nesta terça, 5.

A reportagem tentou contato com o empresário Oskar Metsavath, à frente da marca, para um pronunciamento sobre o caso, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto.

A ação é movida no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O caso envolve uma campanha de verão da marca, chamada "Brazilian Soul", que teria feito referências ao músico e ao Tropicalismo.

Segundo nota enviada pelas advogadas do cantor, o artista tomou conhecimento da campanha em agosto. A marca teria utilizado, sem autorização, uma imagem de Caetano no palco do show Transa com elementos que remetem ao disco de mesmo nome. O álbum é sua obra mais associada ao Tropicalismo e, além disso, o artista também possui uma música chamada Tropicália.

"Caetano, em seus 60 anos de carreira, jamais autorizou o uso de sua imagem e de sua obra para fins publicitários, recusando propostas milionárias. É uma questão de foro íntimo do artista, um valor constante e inalterado de sua persona, que foi violado de maneira inaceitável", diz o comunicado.

Conforme as advogados, o músico tentou uma resolução "amigável" com a empresa, mas sem sucesso. Além da indenização, Caetano ainda teria pedido que a marca retire de circulação os produtos que remetam a ele e ao movimento. Ele também teria exigido que os responsáveis pelas redes sociais da Osklen excluam as publicações que o relacionem à marca.

*Estagiária sob supervisão de Charlise de Morais

Estadão
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