Após vencer processo contra Dani Calabresa, colunista manda indireta
28 jun
2023
- 19h13
(atualizado às 19h16)
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"Exija respeito, e ele sempre será seu." Essa foi a mensagem que o comentarista de TV Marcelo Bandeira publicou em seu perfil no Instagram um dia após a jornalista Fábia Oliveira, do site "Metrópoles", revelar que a Justiça paulista havia condenado Dani Calabresa, Bento Ribeiro e a MTV Brasil a pagar R$ 15 mil ao colunista de celebridades do portal IG e também da Super Rádio de São Paulo.
A confusão judicial entre os três começou por meio de um dos memes mais conhecidos quando o assunto é viral nas redes sociais: o do beijo para Leila Lopes. Àqueles que não se recordam, Claudete Troiano, na época, contratada da TV Gazeta, parabenizou a angolana Leila Lopes, vencedora do concurso de Miss Universo, e engatou um recado à sua homônima, a falecida artista brasileira. "Um beijo para você, Leila Lopes. Por onde será que anda a Leila Lopes, a atriz?", indagou. Coube a Bandeira corrigir e avisá-la: "Ela faleceu, Clau". "É mesmo? Não fiquei nem sabendo", respondeu, visivelmente sem graça. No entanto, tudo saiu de controle no momento em que Dani e Bento repercutiram o episódio no "Furo MTV" e passaram a chamar Marcelo de "ajudante homossexual" e "a bicha que trabalha com Claudete". Apesar de a comandante do Cat BBB, do "Big Brother Brasil", da Globo, ter alegado no tribunal que "bicha era uma expressão totalmente aceita naquele tempo" e que o conteúdo não o "desabonava", a juíza Daniela de Paula não aceitou a argumentação. "Evidentemente, o tratamento dispensado ao autor (do processo) é ofensivo. Termos como esse desvelam ojeriza à orientação sexual de pessoas homossexuais", afirmou a magistrada. Descontente com a resolução do caso, Calabresa, ainda segundo Fábia Oliveira, resolveu recorrer da decisão por não concordar com o valor estabelecido, frisando que o considerou alto. Procurado pela coluna Dan Nascimento, Marcelo ressaltou que valeu a pena resistir, esperar e acreditar. "Foi um resgate emocional! Onze anos de muitos 'e agora?' e 'por quês', mas as palavras da desembargadora serviram para mostrar que eu não estava errado em contestar. Pelo contrário!", analisou.