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A reação de 50 Cent ao descobrir que Diddy assistiu à sua série na prisão

Segundo fontes ouvidas pela NBC News, o empresário usou um tablet contrabandeado para assistir a 'Sean Combs: The Reckoning'

6 out 2026 - 08h21
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Resumo
Uma reportagem revelou que Sean Combs (Diddy) desfruta de regalias na prisão e usou um tablet ilegal para assistir à série documental da Netflix sobre sua queda, produzida por seu rival histórico, 50 Cent. A produção, vencedora do Emmy, retrata a trajetória e condenação de Diddy, que tentou barrar sua exibição. Ao saber que o desafeto assistiu à obra atrás das grades, 50 Cent zombou publicamente da situação nas redes sociais, intensificando a rivalidade pública entre os dois magnatas do hip hop.

Uma reportagem da NBC News publicada na última terça, 29, revelou detalhes da rotina de Sean Combs no presídio federal de Fort Dix, em Nova Jersey, onde cumpre, desde outubro de 2025, uma pena de 50 meses. Com base nos relatos anônimos de quatro detentos que dividiram a mesma unidade com ele, a matéria descreve um preso que conta com outros detentos para cozinhar e limpar, tem acesso a bebidas de luxo contrabandeadas — entre elas, Hennessy — e até paga por massagens. Em meio a tudo isso, um detalhe chamou a atenção: Combs teria conseguido um tablet desbloqueado ilegalmente e usado o aparelho para acessar o Instagram e assistir a filmes e documentários. Entre eles estava Sean Combs: The Reckoning (2025), série da Netflix produzida por seu maior rival, 50 Cent.

50 Cent comparece à estreia em Nova York de ‘Fightland’, em julho de 2026
50 Cent comparece à estreia em Nova York de ‘Fightland’, em julho de 2026
Foto: Arturo Holmes/WireImage / Rolling Stone Brasil

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A rivalidade entre 50 Cent e Diddy é uma das mais antigas e públicas do hip hop norte-americano — e o lançamento de Sean Combs: The Reckoning acrescentou mais um capítulo a essa história. Dirigida por Alexandria Stapleton, a série de quatro episódios acompanha a trajetória de Combs, da ascensão com a Bad Boy Entertainment à condenação, reunindo depoimentos de ex-associados, funcionários e artistas ligados à gravadora. Antes mesmo da estreia, em 2 de dezembro de 2025, a equipe jurídica de Diddy tentou impedir a exibição por meio de uma carta de cessação e desistência. Os advogados alegaram que imagens usadas na produção, registradas nos dias anteriores à prisão de Combs, em setembro de 2024, haviam sido "roubadas" e obtidas ilegalmente. A Netflix afirmou ter adquirido o material de forma legal e oferecido a Combs a oportunidade de se manifestar. Ele recusou e classificou a série como uma "peça de ataque vergonhosa".

A reação de 50 Cent veio poucas horas depois. Em uma publicação no Instagram, ele escreveu: "Hahahahaha, confiram meu documentário vencedor do Emmy Sean Combs: The Reckoning — disponível na Netflix, chegando a uma prisão perto de você".

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As provocações de Jackson em torno da série, no entanto, começaram muito antes da prisão de Diddy. Ao longo do julgamento, ele atacou Combs sistematicamente nas redes sociais.

Quando a série foi anunciada, concedeu uma entrevista ao Good Morning America, da ABC, e depois confirmou, sem cerimônia, que havia escolhido a emissora de propósito, por ser uma das poucas a que os detentos têm acesso na televisão da prisão. "Pensei nisso — qual é o problema?", respondeu ao ser questionado. A série venceu o Emmy na categoria, conquista que 50 Cent aproveitou para intensificar ainda mais as provocações. Na mesma publicação em que celebrou o fato de Diddy ter assistido à produção, divulgou seu próximo projeto: o jogo Street Fighter, do qual participa como parceiro.

A assessoria de Combs classificou a cobertura da NBC News como "a transformação de uma vida comum na prisão em notícia". Ainda assim, a reportagem retrata um preso que, com dinheiro suficiente, consegue recriar parte do antigo estilo de vida mesmo atrás das grades — e que, nesse processo, acabou assistindo ao registro público da própria queda, produzido pelo homem que passou anos torcendo por ela. A soltura de Combs está prevista para fevereiro de 2028, mas ele continua recorrendo da condenação.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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