Funcionária de Chris Brown aceita indenização reduzida de US$ 9,5 milhões após ataque de cachorro
Júri concedeu US$ 12,9 milhões a Maria Avila, mas juiz considerou que o valor não era sustentado pelas provas e deu a ela a opção entre a quantia menor ou um novo julgamento
Maria Avila, ex-funcionária de Chris Brown atacada pelo cão de guarda do cantor em 2020, aceitou reduzir sua indenização de US$ 12,9 milhões para US$ 9,5 milhões. A decisão visa evitar um novo julgamento, após o juiz considerar o montante inicial excessivo. O ataque provocou graves sequelas físicas e psicológicas na vítima, incluindo lesões nos nervos e cicatrizes severas. Embora Brown tenha admitido negligência pela legislação local, tentou contestar a gravidade dos danos sofridos por Avila.
A funcionária atacada por um enorme pastor-do-cáucaso do lado de fora da casa de Chris Brown há quatro anos concordou em reduzir sua indenização para US$ 9,5 milhões a fim de evitar um novo julgamento.
🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @terrasonora
Um júri decidiu a favor de Maria Avila após um julgamento de duas semanas em junho e concedeu a ela US$ 12,9 milhões pelos ferimentos. Mais tarde, porém, o juiz concluiu que o valor não era sustentado pelas provas. Em uma audiência na semana passada, o juiz Huey Cotton deixou claro que Avila teria de passar por um novo julgamento sobre os danos caso recusasse a indenização reduzida.
Em uma "ordem condicional" emitida na terça-feira, o juiz Cotton classificou a indenização definida pelo júri como "excessiva" e confirmou que Brown teria direito a um novo julgamento, limitado aos danos, caso Avila rejeitasse o novo valor de US$ 9,5 milhões.
"Maria Avila aceita, por meio deste documento, de forma inequívoca o [ajuste para baixo] e concorda com a redução de sua indenização para US$ 9.500.000", escreveu Nancy Doumanian, advogada de Avila, no aviso de aceitação protocolado na quinta-feira. A advogada não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Rolling Stone sobre os motivos da decisão, mas um novo julgamento traria a perspectiva de despesas adicionais, incerteza e um impacto emocional desconhecido. (Os advogados de Brown não responderam a outro pedido de comentário.)
Na audiência da semana passada, Doumanian argumentou que Avila sofreu uma lesão grave no nervo radial, que reduziu os movimentos do pulso e dos dedos e prejudicou sua capacidade de segurar objetos, escrever à mão, digitar, vestir-se, cuidar da higiene pessoal, limpar e realizar outras atividades cotidianas. Ela pediu ao tribunal que considerasse reduzir o valor para apenas US$ 11 milhões.
Brown e Avila depuseram no julgamento realizado na região de Van Nuys, em Los Angeles. Avila caiu no choro ao relatar aos jurados o ataque ocorrido em 12 de dezembro de 2020 na casa de Brown, no bairro de Tarzana, no Vale de San Fernando. Ela disse que o ataque causou ferimentos graves no braço e no rosto, cicatrizes extensas e transtorno de estresse pós-traumático. "Nunca mais serei a mesma", afirmou em espanhol, com tradução de um intérprete.
Falando em voz baixa, Avila contou que havia saído para esvaziar o saco de um aspirador de pó quando o grande cão de guarda, também conhecido como ovcharka da Ásia Central, avançou sobre ela sem aviso. Com as mãos visivelmente trêmulas, ela arregaçou a manga para mostrar a pele elevada e marcada que cobria o antebraço esquerdo. Em seguida, tirou os óculos para revelar um conjunto de cicatrizes que se estendia da região abaixo do olho esquerdo até a testa. Os cortes no rosto exigiram dezenas de pontos.
Brown, de 37 anos, depôs como primeira testemunha e se lembrou de ouvir o cachorro Hades rosnando do lado de fora. Ele correu escada abaixo e encontrou Avila de bruços e imóvel no chão. Brown disse aos jurados que prendeu o cachorro, gritou para que seu segurança pedisse ajuda e se abaixou para verificar se Avila estava respirando. Ele reconheceu que não ligou pessoalmente para o serviço de emergência, afirmando que temia que uma gravação vazasse para a imprensa. Também disse que nunca tocou em Avila, mas avisou que o socorro estava a caminho enquanto ela permanecia na entrada da casa com ferimentos ensanguentados.
Brown afirmou que deixou a propriedade antes da chegada dos paramédicos porque seu empresário supostamente sugeriu que fizesse isso. Ele também confirmou que nunca pediu à equipe de segurança que preservasse as imagens das câmeras de vigilância da casa relacionadas ao incidente.
Antes do julgamento, Brown admitiu negligência com base na lei da Califórnia sobre mordidas de cães. Ele continuou contestando a gravidade dos ferimentos de Avila e alegou que ela tinha parte da culpa por ter saído sozinha. O júri discordou.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.