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A música hit que Amy Winehouse quase não gravou, segundo Mark Ronson

O produtor da estrela relembrou hesitar em auxiliar na criação de faixa de Back to Black (2006), por conta do histórico de vícios da artista

16 jun 2026 - 19h10
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Considerada uma das maiores cantoras e compositoras da música neo-soul, pop e R&B, Amy Winehouse trabalhou em muitas de suas faixas com o produtor Mark Ronson. A britânica lançou apenas dois álbuns em vida, Frank (2003) e o aclamado Back to Black (2006), antes de faleccer em 2011 devido a uma overdose de.

Mark Ronson e Amy Winehouse, em 2008
Mark Ronson e Amy Winehouse, em 2008
Foto: JMEnternational/Redferns / Rolling Stone Brasil

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A luta da cantora contra seus vícios é um dos pilares da estrutura narrativa das canções de Winehouse, e sua constante perda de peso e fragilidade nos palcos foi tema comum em tablóides dos anos 2000. A artista enfrentou o abuso de drogas e álcool durante a adolescência e maioridade, além de lutar contra um transtorno alimentar intermitente. No ano de 2005, a saúde física e mental da estrela aparentava deteriorar em frente ao público e imprensa, e Winehouse passou por uma das fases mais densas de alcoolismo de sua vida.

O impacto do luto e a inspiração para o estilo de Amy Winehouse

No ano seguinte, amigos e familiares da cantora afirmavam que ela estava melhorando, e a recuperação se comprovava em seu empenho artístico. Em 2006, a artista escreveu e gravou as faixas que compõem Back to Black, em uma trajetória consistente de esforço continuo em relação à sua saúde e carreira. Entretanto, a morte da avó paterna de Winehouse foi um baque emocional que fez a cantora mergulhar em uma nova batalha contra os vícios. Cynthia "Nan" Winehouse era uma das maiores apoiadoras e confidentes da neta, e a inspiração principal para a carreira artística da cantora. A avó da estrela era uma ex- cantora de jazz, e auxiliou Amy a encontrar seu estilo musical e visual.

Em 2007, Winehouse foi hospitalizada por overdose de heroína, ecstasy, cocaína, ketamina e álcool. Em diversas entrevistas da época, a cantora admitiu também ter problemas com automutilação, depressão e distúrbios alimentares. Segundo Ronson, a faixa "Rehab" foi escrita antes da decisão da cantora de ir para a clínica de reabilitação. Em uma entrevista de outubro de 2021, o amigo próximo e colaborador frequente da cantora conversou com Zane Lowe para a Apple Music sobre o processo de composição de Winehouse, especificamente no que diz respeito ao seu sucesso da canção de Back to Black.

"Quando lançamos 'Rehab', foi porque ela estava me contando a história de como sua família foi até a casa dela e tentou convencê-la a ir para a reabilitação", relembra o músico. "E ela dizia: 'Não, não, não'. E eu vi o jeito como ela falou e interpretou a frase, tinha uma cadência, soava como uma música." O produtor ressalta que não teria gravado a música com ela se sentisse que ela não estava bem pessoalmente e não tinha superado seus problemas de saúde, e que a música era simplesmente a maneira dela de ignorar os apelos da família para que buscasse ajuda.

"Voltamos ao estúdio, mas ela estava realmente bem. Ela não estava usando drogas", disse Ronson. "Se fosse uma pessoa que parecesse estar em uma situação ruim ou algo do tipo, eu definitivamente não diria: 'Ei, vamos fazer uma música engraçada sobre não ir para a reabilitação'."

O fim trágico e o 'Clube dos 27'

Ao longo do final da década de 2000, Winehouse continuou a enfrentar dificuldades pessoais. Entre os vícios, perda de peso, término conturbado e escrutínio público, a cantora foi encontrada morta no dia 23 de julho de 2011 em sua casa em Camden, Londres. As autoridades que chegaram ao local determinaram que a artista havia morrido de intoxicação acidental por álcool. No momento de sua morte, ela apresentava uma concentração de álcool no sangue de aproximadamente 0,4%, cerca de cinco vezes o limite legal para dirigir. Segundo o legista, "A consequência não intencional de níveis potencialmente fatais como esses foi sua morte súbita". Winehouse se tornou uma das várias outras artistas do Clube dos 27, nomes queridos por fãs que faleceram aos 27 anos. Músicos como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain e Jim Morrison enfrentaram a mesma trágica coincidência.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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