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A genialidade de Dave Grohl, explicada por Josh Homme

Característica que quase fez músico do Foo Fighters ser demitido do Nirvana nos anos 1990 é vista como positiva pelo líder do Queens of the Stone Age

3 nov 2026 - 15h04
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Resumo
Em entrevista, Josh Homme elogiou a genialidade e consistência de Dave Grohl na bateria, destacando que sua musicalidade instintiva torna a colaboração fácil e inspiradora. Além disso, o líder do Queens of the Stone Age explicou o distanciamento da banda em relação ao stoner rock, justificando que a mudança ocorreu para buscar identidade própria e evitar comparações excessivas que os fizessem soar apenas como uma cópia do Black Sabbath.

A amizade e colaboração musical entre Josh Homme e Dave Grohl dura mais de 20 anos e abrange aparições nas bandas um do outro, além do projeto Them Crooked Vultures, formado em 2009 com o baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones.

Josh Homme e Dave Grohl em 2014
Josh Homme e Dave Grohl em 2014
Foto: Jason Kempin / WireImage via Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Mas qual o segredo para tal harmonia? É simples: eles gostam de tocar juntos.

Em entrevista ao canal de YouTube Rick Beato (via Classic Rock), o líder do Queens of the Stone Age entrou mais a fundo no motivo pelo qual adora colaborar com Grohl. Segundo ele, é quase viciante:

"É tão fácil tocar com ele. É tão fácil a ponto de viciar. Não importa que tipo de kit de bateria ele toca. Quando ele senta numa bateria, é tão musical. Seja lá o que você toca numa canção, ele te acompanha e tudo parece tão confortável. Você toca um riff pra ele e ele toca o riff na bateria. Aí ele toca um contraponto melódico, uma harmonia. Aí que você fica inspirado."

Além disso, Homme fez questão de destacar a consistência de Grohl como instrumentista. O fato de ele acertar a bateria com força - algo que quase fez o músico ser demitido do Nirvana durante as gravações do lendário MTV Unplugged da banda - é positivo para Josh:

"Ele faz esse negócio bem estranho em que tudo é tão forte. Ele consegue fazer um surdo de bateria soar tão alto quanto uma caixa e eu sempre penso: 'Que diabos?'. Alguém poderia falar: 'Bem, ele bate forte em tudo', mas quando ele está tocando suave, é a mesma coisa. Então há uma consistência sonora em todos os níveis. Ele é capaz de dosar a intensidade."

Adeus ao stoner rock

Na mesma entrevista (via Ultimate Guitar), Josh Homme também discutiu a decisão de se afastar do estilo que ajudou a popularizar no século 21, o stoner rock. Segundo o músico, o Queens of the Stone age fez isso porque não queria ser taxado de cópia do Black Sabbath:

"Bom, acho que o mundo do stoner rock é mais baseado no som do Sabbath e respeito isso porque amo muito o Black Sabbath. É uma daquelas bandas em que você pensa: 'Caramba, essa música também é boa?!'. Mas acho que, às vezes, algumas bandas desse estilo soam excessivamente parecidas com eles. E eu não quero soar como a décima quinta melhor banda cover do Sabbath. Mas algumas são realmente f*das, simplesmente incríveis."

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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