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Multidões prestam homenagem enquanto caixão de Brigitte Bardot passa por Saint-Tropez

7 jan 2026 - 10h09
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Pessoas foram às ruas de Saint-Tropez nesta quarta-feira e aplaudiram quando o caixão da estrela do cinema francês Brigitte Bardot, que morreu no mês passado aos 91 anos, foi conduzido pelo resort da Riviera após seu funeral.

Bardot alcançou ‌fama internacional com o filme "E Deus Criou a Mulher", com seus cabelos bagunçados e sua energia feroz irradiando um magnetismo ‌sexual que cativou a França dos anos 1950.

Conhecida carinhosamente como B.B. por muitos na França, os papéis de Bardot fizeram dela não apenas um símbolo sexual, mas um ícone da cultura pop e um marco para a transformação de atitudes sociais. Ela se tornou a primeira celebridade a servir de modelo para um busto de Marianne, símbolo tradicional da ‍República Francesa.

"Para mim, Brigitte Bardot é a França", disse a cantora Mireille Mathieu, 79 anos, que cantou no funeral. "Ela era a mulher mais bonita do mundo", disse Mathieu a repórteres, elogiando "a liberdade que ela (Bardot) tinha, a ousadia de dizer o que pensava".

No funeral, na igreja Notre-Dame-de-l'Assomption da cidade, uma foto em preto ‌e branco de Bardot abraçando uma foca bebê estava exposta, com as palavras "Merci Brigitte" (Obrigada, ‌Brigitte), perto de seu caixão, coberto principalmente de flores laranja e amarelas. Do lado de fora, um homem segurava um cartaz que dizia: "Os animais agradecem a Brigitte Bardot".

Bardot fez o último de seus 42 filmes em 1973. Desiludida com o setor, ela declarou que o mundo do cinema estava "podre".

Ela se tornou uma incansável defensora dos direitos dos animais, enquanto suas simpatias políticas mudaram para a Frente Nacional, de extrema direita. Comentários incendiários sobre imigração, o Islã e homossexualidade a levaram a ser condenada várias vezes por incitar ódio racial.

A líder da extrema direita, Marine Le Pen, estava entre os presentes no funeral desta quarta-feira. Bardot endossou publicamente os sucessivos líderes da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen e sua filha Marine, a quem ela certa vez se referiu como "a Joana D'Arc do século 21".

Aurore Berge, ministra da Igualdade e defensora dos direitos dos animais, estava lá para representar o governo. Paul Watson, ativista contra a caça de baleias, também estava entre os convidados do funeral.

ENTERRO PARTICULAR

Após o funeral, Bardot será sepultada com total privacidade em um cemitério na cidade onde viveu grande parte de sua vida, atrás de muros altos e cercada por gatos, cães e cavalos.

Um tributo aberto aos habitantes locais e fãs será realizado ainda na ‌área de Pre des Pecheurs, no bairro antigo da cidade chamado La Ponche, o centro histórico da antiga vila de pescadores.

Bardot disse ao Le Monde em 2018 que desejava ser enterrada em um canto tranquilo de seu jardim. Mas a Prefeitura de Var disse que nunca recebeu nenhum pedido de enterro particular, o que seria necessário para enterrá-la em seu jardim.

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