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Morre Aracy Amaral, crítica de arte e maior especialista em Tarsila no Brasil, aos 96 anos

Uma das maiores intelectual do modernismo no País, ela colaborou com o 'Estadão' e foi diretora do MAC-USP e da Pinacoteca de SP

15 set 2026 - 14h09
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Resumo
Morreu aos 96 anos a crítica e historiadora Aracy Amaral, maior especialista em Tarsila do Amaral e referência no modernismo brasileiro. Pioneira na gestão cultural, dirigiu a Pinacoteca de São Paulo e o MAC-USP, além de ter sido professora emérita da FAU-USP. Autora de obras fundamentais, publicou o marco "Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo" e participou do catálogo raisonné da pintora. O velório e o sepultamento acontecem nesta terça-feira, no Cemitério Parque Morumby, na capital paulista.

Morreu a crítica de arte Aracy Amaral, uma das principais estudiosas do modernismo brasileiro e considerada a maior especialista sobre Tarsila do Amaral no Brasil, aos 96 anos. A morte foi anunciada por familiares, mas a causa não foi informada.

A Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), da qual Aracy era integrante, informou que o corpo da intelectual será velado no Cemitério Parque Morumby nesta terça-feira, 15, a partir das 14h. O sepultamento ocorre em seguida, às 17h.

Aracy Amaral em mostra de José Cláudio na Galeria Nara Roesler em 2022.
Aracy Amaral em mostra de José Cláudio na Galeria Nara Roesler em 2022.
Foto: Helcio Nagamine/Estadão / Estadão

Nascida em São Paulo em 1930, Aracy foi uma das maiores intelectuais da arte no País, além de curadora e historiadora. Graduou-se primeiro em jornalismo e depois tornou-se Mestre em Filosofia e em Artes pela Universidade de São Paulo (USP).

Em 1969, passou a integrar o corpo docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Era professora emérita desde 1990. Entre 1982 e 1986, foi diretora do MAC-USP, liderando a profissionalização e estruturação do acervo do museu. "Sua altivez, visão crítica e compromisso público marcaram uma trajetória exemplar", diz nota de pesar do museu.

Aracy foi uma das primeiras mulheres a assumir cargos de liderança nas principais instituições artísticas do País, tendo ocupado também a direção da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 1975 e 1979. Em nota, a organização disse que a atuação de Aracy "contribuiu para transformar a Pinacoteca em um espaço mais vivo, aberto ao debate e às questões de seu tempo."

Como jornalista e crítica, Aracy foi colaboradora do Estadão - nos anos 1960, seus textos sobre o modernismo e a obra de Tarsila do Amaral foram destaque no icônico Suplemento Literário do jornal.

Aracy Amaral morreu aos 96 anos.
Aracy Amaral morreu aos 96 anos.
Foto: Iara Morselli/Estadão / Estadão

Em 1975, Aracy publicou Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo, livro até hoje referência nos estudos sobre a modernista. Era a primeira vez que a obra da pintora era catalogada de forma tão abrangente.

Já em 2008, ela foi uma das responsáveis pela elaboração do catálogo raisoné de Tarsila, publicação que busca unir e analisar todas obras conhecidas de um determinado artista.

Estadão
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