Morre Aracy Amaral, crítica de arte e maior especialista em Tarsila no Brasil, aos 96 anos
Uma das maiores intelectual do modernismo no País, ela colaborou com o 'Estadão' e foi diretora do MAC-USP e da Pinacoteca de SP
Morreu aos 96 anos a crítica e historiadora Aracy Amaral, maior especialista em Tarsila do Amaral e referência no modernismo brasileiro. Pioneira na gestão cultural, dirigiu a Pinacoteca de São Paulo e o MAC-USP, além de ter sido professora emérita da FAU-USP. Autora de obras fundamentais, publicou o marco "Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo" e participou do catálogo raisonné da pintora. O velório e o sepultamento acontecem nesta terça-feira, no Cemitério Parque Morumby, na capital paulista.
Morreu a crítica de arte Aracy Amaral, uma das principais estudiosas do modernismo brasileiro e considerada a maior especialista sobre Tarsila do Amaral no Brasil, aos 96 anos. A morte foi anunciada por familiares, mas a causa não foi informada.
A Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), da qual Aracy era integrante, informou que o corpo da intelectual será velado no Cemitério Parque Morumby nesta terça-feira, 15, a partir das 14h. O sepultamento ocorre em seguida, às 17h.
Nascida em São Paulo em 1930, Aracy foi uma das maiores intelectuais da arte no País, além de curadora e historiadora. Graduou-se primeiro em jornalismo e depois tornou-se Mestre em Filosofia e em Artes pela Universidade de São Paulo (USP).
Em 1969, passou a integrar o corpo docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Era professora emérita desde 1990. Entre 1982 e 1986, foi diretora do MAC-USP, liderando a profissionalização e estruturação do acervo do museu. "Sua altivez, visão crítica e compromisso público marcaram uma trajetória exemplar", diz nota de pesar do museu.
Aracy foi uma das primeiras mulheres a assumir cargos de liderança nas principais instituições artísticas do País, tendo ocupado também a direção da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 1975 e 1979. Em nota, a organização disse que a atuação de Aracy "contribuiu para transformar a Pinacoteca em um espaço mais vivo, aberto ao debate e às questões de seu tempo."
Como jornalista e crítica, Aracy foi colaboradora do Estadão - nos anos 1960, seus textos sobre o modernismo e a obra de Tarsila do Amaral foram destaque no icônico Suplemento Literário do jornal.
Em 1975, Aracy publicou Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo, livro até hoje referência nos estudos sobre a modernista. Era a primeira vez que a obra da pintora era catalogada de forma tão abrangente.
Já em 2008, ela foi uma das responsáveis pela elaboração do catálogo raisoné de Tarsila, publicação que busca unir e analisar todas obras conhecidas de um determinado artista.
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