O cantor jovem que intimidou Freddie Mercury
Ícone do Queen se surpreendeu com a experiência profissional do 'Rei do Pop', apesar da diferença de idade
Apesar de ser 12 anos mais velho, Freddie Mercury admitiu ter ficado intimidado pela vasta experiência de Michael Jackson quando se aproximaram nos anos 1980. Aos 37 anos, o vocalista do Queen esperava poder ensinar truques ao jovem de 25, mas surpreendeu-se ao notar que Jackson, já consagrado por Thriller e sua trajetória desde a infância, atuava no meio musical há mais tempo que ele. A admiração mútua rendeu colaborações em estúdio e consolidou a visão de Mercury sobre a genialidade precoce do colega.
Em uma entrevista que ecoou na Rock Reflections, Mercury expressou surpresa com a extensão da carreira de Jackson, observando que o artista já acumulava uma vivência no meio musical que superava a sua própria, mesmo sendo 12 anos mais velho.
A interação entre os dois ícones da música começou de forma orgânica, nos bastidores de shows em Los Angeles (EUA). Michael Jackson, que na época já era um fenômeno global, era presença constante nas apresentações do Queen. Freddie Mercury rememorou os encontros iniciais:
"Ele aparecia no Forum, assistia às apresentações e, aos poucos, começamos a conversar."
Essa proximidade levou-os a colaborar em estúdio.
Apesar da diferença de idade, Mercury, aos 37 anos, ficou genuinamente perplexo com o nível de experiência de Jackson.
"Meu Deus, ele tem 25 e eu tenho 37, mas está no negócio quase há mais tempo do que eu"
Freddie Mercury confessou que, habitualmente, esperaria poder ensinar "alguns truques" a um jovem de 20 e poucos anos. No entanto, com Michael Jackson, a situação era distinta.
"Para mim, é meio assustador... Você pensa em alguém de 22 ou 25 anos começando agora e que eu poderia ensinar algumas coisas. Mas não Michael"
Essa fala, analisada pela Far Out, ressalta a singularidade da carreira de Jackson, que começou na infância com o Jackson 5.
Aos 25 anos, Michael Jackson já havia lançado Thriller, um álbum que redefiniu a indústria musical, consolidando-o como um fenômeno sem precedentes. Sua trajetória precoce o transformou em um veterano ainda muito jovem.
Embora a colaboração em estúdio não tenha sido totalmente finalizada, com Mercury inclusive mencionando que uma das faixas poderia ter integrado Thriller, o encontro deixou uma marca indelével.
Para Freddie Mercury, o encontro solidificou a convicção de que Michael Jackson, apesar da pouca idade, já era uma força da natureza. Ele o via como um artista que não precisava de lições, mas sim de palcos ainda maiores para sua genialidade.
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