Heny Borel morreu após acidente doméstico? Perito dá resposta definitiva no 8º dia do julgamento de Monique Medeiros, mãe do menino, e Jairinho
O julgamento envolvendo a morte de Henry Borel entra em uma nova e crucial fase. Na Corte, um perito apresentou evidências que jogam luz sobre o caso, afastando chance de acidente doméstico
A morte do menino Henry Borel não foi causada por uma queda acidental. Quem afastou a hipótese foi o perito do IML (Instituto Médico-Legal) Leonardo Tauil nesta segunda-feira (1º), 8º dia do julgamento de Monique Medeiros, mãe da criança, e dr. Jairinho, então padrasto do menor que morreu aos 4 anos em 2021.
Ambos réus e acusados de uma série de crimes - entre os quais tortura e homicídio triplamente qualificado -, a professora e o ex-vereador devem ser ouvidos a partir desta terça-feira, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. De acordo com o perito, no apartamento de onde Henry já teria saído sem vida não foram encontrados objetos ou móveis compatíveis com a lesão no fígado do menino.
Caso Henry Borel: mãe já foi solta duas vezes em menos de 4 anos
"Foi isso que nos foi questionado: se ele poderia ter caído da cama e sofrido a laceração do fígado. Com base na literatura médica, não encontramos nenhum móvel ou objeto capaz de causar uma laceração hepática por uma queda acidental", explicou o perito em relação ao imóvel localizado na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio respondendo pergunta dos advogados de Jairinho.
Desde a morte da criança, o médico perdeu o mandato e viu a relação com Monique chegar ao fim. Além disso, uma série de pedidos de habeas corpus foram negados. Diferentemente do que ocorreu com a mãe de Henry; a professora deixou a cadeia no fim de agosto de 2022, retornando em julho seguinte. Entre março e abril de 2026, esteve novamente em liberdade.
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