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Virginia Fonseca paga caríssimo em tratamento delicado na cabeça; saiba quanto

Virginia Fonseca faz novo procedimento para tratar enxaqueca e explica o motivo; neurocirurgiã detalha o procedimento

9 jun 2026 - 17h36
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A influenciadora Virginia Fonseca voltou a compartilhar com os seguidores os bastidores do seu tratamento contra a enxaqueca crônica, condição com a qual convive desde a infância. Em vídeo publicado nos Stories do Instagram, ela apareceu deitada na maca durante uma nova sessão de aplicação de toxina botulínica no couro cabeludo. Antes mesmo de chegar à clínica, foi sincera com os fãs: "É algo que dói", mas completou que "ama" o resultado do processo.

Foto: Mais Novela

Para a Dra. Vanessa Milanese, neurocirurgiã e diretora da Sociedade Brasileira de Neurologia, o uso do botox vai muito além da estética. "A toxina botulínica pode ser utilizada para diferentes finalidades. Além do uso estético, ela é amplamente empregada no tratamento de condições neurológicas, como enxaqueca crônica, espasmo hemifacial, blefaroespasmo, distonias da face e do pescoço, além de alguns tipos de dor de cabeça. O medicamento atua reduzindo a contração muscular excessiva e modulando a liberação de substâncias envolvidas na transmissão da dor", explica.

Sobre a frequência das reaplicações, algo que Virginia já faz de forma recorrente, a especialista detalha que o intervalo varia de caso a caso. "Em geral, os efeitos podem durar de 3 a 12 meses, sendo mais comum a necessidade de reaplicação a cada 3 a 6 meses para manter os benefícios terapêuticos", orienta.

Uma dúvida comum entre quem acompanha o tratamento da influenciadora é se o botox pode, de fato, curar a enxaqueca. A resposta da médica é direta: "Não. A toxina botulínica não cura a enxaqueca, mas pode reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises em pacientes com enxaqueca crônica. Em alguns casos, também podemos associar outras estratégias de neuromodulação, como a estimulação magnética transcraniana ou procedimentos intervencionistas incluindo radiofrequência, para potencializar e prolongar os resultados", afirma.

Quanto aos riscos, a Dra. Vanessa tranquiliza: "Quando realizado por profissionais capacitados, o procedimento é considerado bastante seguro. Os efeitos adversos costumam ser leves e transitórios, incluindo dor local, pequenos hematomas, sensação de peso ou fraqueza muscular temporária na região tratada. Complicações mais sérias são incomuns e geralmente estão relacionadas à técnica de aplicação ou à escolha inadequada da dose", pontua.

Para quem pensa em buscar o tratamento, a especialista ainda informa que o investimento em consultório particular costuma variar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por sessão, mas acrescenta um dado importante: "Em algumas doenças neurológicas, como espasmo hemifacial, blefaroespasmo e determinadas distonias faciais ou cervicais, o tratamento pode ser coberto pelos planos de saúde", conclui.

Mais Novela
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