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Triste! Psicóloga analisa Whindersson Nunes após declaração sobre falta do filho: 'Luto silencioso'

Psicóloga analisa Whindersson Nunes, que falou recentemente sobre a saudade que sente do filho João Miguel, que morreu dias após o nascimento; veja

1 ago 2025 - 16h07
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Whindersson Nunes revelou ao programa "Conversa com Bial" que mantém uma lembrança íntima do filho João Miguel: um fio de cabelo do bebê, que morreu dois dias após nascer prematuro em 2021. "É como se eu tivesse uma parte dele comigo", disse o humorista, emocionado. O artista explicou que, embora não esteja mais no período de dor mais intensa, a ausência do filho continua sendo uma presença constante em sua trajetória e se transformou em fonte de inspiração para seguir em frente.

Psicóloga analisa Whindersson Nunes, que falou recentemente sobre a saudade que sente do filho João Miguel, que morreu dias após o nascimento; veja
Psicóloga analisa Whindersson Nunes, que falou recentemente sobre a saudade que sente do filho João Miguel, que morreu dias após o nascimento; veja
Foto: Márcia Piovesan

O depoimento gerou forte repercussão nas redes sociais, onde seguidores elogiaram a coragem do comediante em abordar publicamente um tema tão delicado. A entrevista evidenciou uma faceta mais vulnerável de Whindersson, que tem usado sua visibilidade para humanizar discussões sobre perda e luto, mostrando como encontrou maneiras simbólicas de manter o vínculo paterno mesmo após a tragédia.

Diante do relato emocionante, conversamos com a psicóloga Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa para entender como o luto por um filho pode impactar emocionalmente os pais e de que forma gestos simbólicos, como guardar um fio de cabelo, podem auxiliar nesse processo tão delicado de ressignificação da dor.

O luto do pai

A pós-graduada em Psicanálise Clínica diz que, muitas vezes, o luto do pai passa despercebido: "O luto de um pai, muitas vezes, acontece em silêncio. Enquanto todos olham para a dor da mãe, é comum que o pai seja visto como aquele que precisa ser forte. Mas ele também sonhou, criou expectativas e perdeu. Seu choro contido, suas lembranças guardadas e até o silêncio… tudo isso também é forma de luto.

Não é ausência de dor é uma forma diferente de elaborar a perda. O pai pode se calar, guardar um objeto, repetir um gesto… pequenas tentativas de dar sentido ao que não tem nome".

O gesto simbólico

Anastacia explica que guardar uma parte do filho perdido pode ajudar a preservar a memória: "Esse gesto carrega algo muito profundo: a tentativa de manter viva a presença de quem partiu cedo demais. Guardar um objeto, relembrar um momento, segurar uma memória tudo isso pode ser uma forma de lidar com uma dor que não tem nome, nem explicação".

E finaliza: "O luto não tem uma forma certa. Ele é vivido de forma única por cada sujeito. E, no caso dos pais, muitas vezes se expressa por meio de gestos silenciosos: um objeto guardado, uma gaveta que não se abre, um assunto que se evita, uma memória que permanece".

Márcia Piovesan
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