Transplante capilar pode levar a morte? Entenda por que homem morreu após procedimento
Transplante capilar pode causar morte eminente? Terapeuta capilar Vanessa Abreu explica possível motivo da morte de rapaz em São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a morte do escrivão Weslley Marques dos Santos, de 32 anos, que sofreu uma parada cardíaca durante um procedimento de transplante capilar. O caso ocorreu no dia 6 de fevereiro, em uma clínica localizada no bairro da Bela Vista, região central da capital paulista. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Weslley sofreu uma parada cardíaca e foi reanimado no Samu, mas perdeu a vida após cinco dias internado no Hospital das Clínicas.
Transplante capilar pode levar a morte?
Segundo a terapeuta capilar Vanessa Abreu, esse tipo de transplante não apresente risco a vida se for feito com profissionais da área: "Se realizado em uma clínica segura e com todos os exames em dia, não apesenta nenhum risco a saúde e a vida de nenhum paciente. Trata-se de um procedimento pouco invasivo, mas requer os cuidados de uma cirurgia desse porte que são exames de sangue, risco cirúrgico e principalmente eletrocardiograma, esse não pode faltar", explicou.
A especialista ainda explicar eu pessoas que tiveram seus exames reprovados não podem realizar o procedimento: "Por exemplo, um paciente com diabete descompensada, com pressão arterial alterada e sem medicamentos. Todos os exames pré-operatórios são de extrema importância para que a gente verifique se esse paciente poderá ter alguma intercorrência que pode prejudicar e até ceifar a sua vida".
O que aconteceu com Weslley?
Ainda não é possível saber o que exatamente desencadeou uma parada cardíaca em Weslley. "O ponto principal e mais importante a apurar é: esse paciente realizou todos os exames? Nós já negamos várias cirurgias porque identificamos em um simples eletrocardiograma que esse paciente tinha uma descompensação", disse.
A clínica onde o procedimento foi realizado ainda não se manifestou sobre o caso. A investigação está sob responsabilidade do 5º Distrito Policial, apurando possíveis irregularidades no procedimento e eventuais responsáveis pela morte do policial civil. Inicialmente, o caso foi registrado como "morte súbita" pelo 14º DP, mas a complexidade do ocorrido levou a Polícia Civil a aprofundar as investigações.
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