Processado? Leo Dias perde o controle ao vivo com repórter e advogado analisa: 'Obrigado a indenizar'
Leo Dias perde o controle ao vivo e acusa repórter de "se vender" por produtos da Virginia; advogado explica os riscos jurídicos
O jornalista Leo Dias protagonizou um momento tenso ao vivo no seu programa no YouTube nesta quarta-feira (22), ao acusar publicamente a repórter Monique Arruda, sua própria funcionária, de "se vender" por produtos da WePink, empresa de cosméticos da influenciadora Virginia Fonseca. A discussão começou após Monique questionar abertamente a abordagem do programa em relação à vida amorosa de Virginia com o jogador Vini Jr., criticando o que chamou de excesso na cobertura.
"Acho que é exagerado ficar um mês e meio, todo dia, desejando que a menina seja chifrada", disse a repórter. Leo Dias rebateu com gritos e fez a acusação direta: "Uma coisa é vestir a camisa. Acho que você está se vendendo por três bolsas da WePink. Agora, está demais!"
Monique não recuou: "Não preciso, Leo, me vender por três bolsas da WePink. O bodysplash custa R$ 30. A questão não é essa." O apresentador tentou recuar logo em seguida, afirmando que a opinião da repórter "vale bem mais do que três bolsas da WePink", mas o estrago já estava feito. O episódio rapidamente viralizou nas redes sociais.
Para o advogado trabalhista e criminalista Fernando Viggiano, o caso tem desdobramentos em múltiplas esferas. "Em tese, a repórter pode ajuizar ação de indenização por danos morais caso entenda que as declarações extrapolaram o direito à crítica e atingiram sua honra e reputação profissional. Além da esfera cível, dependendo do contexto, da intenção e da forma como a acusação foi feita, também pode haver discussão sobre eventual prática de crime contra a honra", explica.
Sobre em qual violação o episódio se enquadra, o especialista detalha: "A situação pode, em tese, configurar violação aos direitos da personalidade, especialmente à honra objetiva e subjetiva, ensejando pedido de reparação por danos morais, e eventual crime contra a honra, sobretudo injúria ou difamação, caso fique caracterizado que houve imputação ofensiva à dignidade ou à reputação da jornalista perante terceiros. A acusação de que uma profissional 'se vendeu' pode ser interpretada como atribuição de conduta antiética, capaz de comprometer sua credibilidade no exercício da profissão", afirma.
Caso Leo Dias seja processado, as consequências podem ser significativas. "Na esfera cível, se houver condenação, Leo Dias poderá ser obrigado a indenizar a jornalista por danos morais, além de, eventualmente, publicar retratação. Na esfera criminal, se houver representação da ofendida e eventual condenação por crime contra a honra, poderão ser aplicadas as sanções previstas no Código Penal, normalmente consistentes em pena de multa e/ou detenção", detalha.
O advogado ressalta, no entanto, que a responsabilização não é automática: "Caberá ao Poder Judiciário verificar se as declarações permaneceram dentro dos limites da liberdade de expressão e da crítica jornalística ou se efetivamente configuraram ofensa ilícita à honra da profissional", conclui Fernando Viggiano.
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