Preferida para show em Copacabana, Britney Spears vive sequelas da fama e do abuso
Cantora foi a vítima mais midiática do auge da era dos paparazzi nos Estados Unidos
Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas por uma onda de excitação com a possibilidade de Britney Spears ser a atração do show de maio na praia de Copacabana.
Os fãs ficaram empolgados com um post do secretário de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, Lucas Padilha, onde ele comenta o boato que marcaria o retorno da princesa do pop aos palcos após oito anos.
“Seria épico, um fato mundial, faria do Rio de Janeiro o destino do mundo todo.” Não é exagero. Há uma expectativa planetária pela retomada da carreira da cantora.
Um vídeo em que a artista manifesta a vontade de voltar a se apresentar em breve também alimentou a esperança dos ‘BritFans’.
Mas, por enquanto, não há nada confirmado. O cenário mais verossímil é ver Shakira no ‘Todo Mundo no Rio’. Essa hipótese, aliás, desanimou parcela numerosa das redes sociais.
Ainda que seja uma grande artista, rainha da simpatia e cultive forte ligação com o Brasil, a colombiana não causaria o mesmo impacto das estrelas dos eventos anteriores, Madonna e Lady Gaga, e muito menos que Britney.
Uma estrela em agonia
Britney Spears, 44 anos, raramente sai de sua mansão em Thousand Oaks, cidade tranquila a cerca de 60 km de Los Angeles.
Sua única atividade conhecida é gravar vídeos amadores de dança. Em alguns, se mostra confusa e deprimida. A aparência está quase sempre descuidada, com maquiagem borrada.
A cantora sinaliza não ter superado totalmente o sofrimento emocional do auge de sua fama, quando era a mulher mais perseguida, fotografada e filmada do planeta.
O ápice da guerra contra os paparazzi aconteceu em 16 de fevereiro de 2007, quando a cantora raspou a cabeça em um salão e, horas mais tarde, atacou com um guarda-chuva o carro de um paparazzo num posto de gasolina.
Aquela se tornou a imagem emblemática dos efeitos devastadores da invasão de privacidade na vida das celebridades.
Depois, brigas familiares, decepções amorosas, crises de ansiedade, surtos psicóticos e os longos anos ‘aprisionada’ sob tutela — sem direito a decidir quase nada, nem mesmo com quem poderia telefonar e conversar — também contribuíram para a instabilidade de Britney.
Hoje, infelizmente, ela é uma caricatura do que já foi: o brilho nos olhos foi substituído por um olhar que pede socorro.
Traumas e gastos
O último show de Britney Spears aconteceu em 21 de outubro de 2018, em Austin, no Texas, após a turnê ‘Peace of Me’.
Na sequência, fez uma curta temporada num casino de Las Vegas.
A derradeira aparição ao vivo na TV foi no especial ‘Dick Clark’s New Year’s Rockin’ Eve’, em 2017, no canal ABC.
Britney afirma que “traumas” a impedem de voltar aos palcos nos Estados Unidos, porém, indica que poderá se apresentar em outros países.
Com fortuna estimada em 60 milhões de dólares, cerca de R$ 320 milhões, a cantora estaria gastando sem controle, segundo o site norte-americano Yahoo.
Outro portal, o TMZ, diz que ela recebeu cobrança de 600 mil dólares (R$ 3,2 milhões) em impostos atrasados, mas se recusou a pagar.
A pop star tem recebido conselhos da super influenciadora Kim Kardashian para administrar o dinheiro.