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Polícia prende quadrilha que chantageava clientes de motéis e cobrava até R$ 15 mil para manter 'segredo'

Polícia prende quadrilha que chantageava clientes de motéis com fotos e cobrava até R$ 15 mil para manter o segredo das possíveis traições; veja detalhes

26 ago 2025 - 14h48
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Nesta terça-feira (26), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou a Operação Segredo de Alcova, que desmontou um esquema de extorsão especificamente contra frequentadores de motéis na capital e na Região Metropolitana. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE) do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, resultando na detenção de cinco suspeitos e na apreensão de documentos e celulares usados no golpe.

Polícia Gaúcha
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Foto: Contigo

Detalhes da investigação

De acordo com as investigações, o grupo criminoso operou de maneira organizada. O alvo principal eram proprietários de veículos de luxo. A quadrilha fotografava e filmava carros na entrada e saída de motéis e, posteriormente, por meio de técnicas de engenharia social, identificava e coletava dados pessoais dos motoristas.

Após obterem as informações, os golpistas se passariam por detetives particulares. Alegaram que foram contratados por participação das vítimas para investigar supostas infidelidades e então prescreveram pagamentos que pudessem chegar a R$ 15 mil via PIX, sob ameaça de divulgar as imagens comprometedoras. A polícia apurou que, embora o valor cobrado ultrapassasse R$ 21 mil no total, cerca de R$ 10 mil chegaram a ser pagos por vítimas do esquema.

Os presos

Entre os presos são uma mulher de 27 anos, responsável por registrar as fotos e entrar em contato inicial com os alvos, além de quatro homens com longo histórico criminoso. Os antecedentes do grupo incluem homicídio, roubo, extorsão e estelionato. Parte dos suspeitos já cumpriu pena em estabelecimentos prisionais e, mesmo assim, participou do esquema.

A investigação detalhou uma divisão de tarefas dentro da quadrilha: um integrante atuava externamente registrando as imagens, havia um coordenador técnico operando de dentro do sistema prisional e outros três detentos eram encarregados de efetivamente fazer as extorsões.

Até o momento, dez vítimas procuraram a Polícia Civil para registrar ocorrência. Segundo a corporação, o trabalho de inteligência foi essencial para destruir a associação criminosa e evitar que mais pessoas fossem chantageadas.

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