Para onde vão os R$ 350 mil pagos por Viih Tube e Eliezer? Especialista explica
Valor do acordo com o Ministério Público do Trabalho não será repassado aos funcionários nem ficará livre para uso do governo; entenda o destino
O acordo de R$ 350 mil firmado entre Viih Tube, Eliezer e o Ministério Público do Trabalho (MPT) continua repercutindo nas redes sociais. Após uma funcionária afirmar que os empregados não receberiam "nenhum real" do valor, muitos internautas passaram a questionar quem, afinal, ficará com o dinheiro.
Segundo Lucas Congo, especialista em Planejamento Tributário, a principal dúvida parte de uma interpretação equivocada sobre esse tipo de acordo.
Para onde vai o dinheiro?
De acordo com o especialista, o valor não será dividido entre os funcionários, nem ficará à disposição do governo ou do próprio MPT.
"Existe uma percepção de que esse valor funciona como uma indenização direta aos funcionários ou como uma arrecadação para o governo. Na prática, não é assim. O acordo estabelece uma destinação específica para esses recursos, que passam a financiar iniciativas de interesse coletivo definidas pelo próprio Ministério Público do Trabalho."
Na prática, o dinheiro poderá ser destinado a projetos sociais, campanhas educativas, ações de conscientização e iniciativas voltadas à proteção dos direitos trabalhistas, conforme previsto no acordo.
Funcionários ainda podem buscar indenização?
O especialista destaca que o acordo firmado trata apenas da reparação coletiva e não impede eventuais ações individuais.
"O acordo firmado com o Ministério Público trata da reparação coletiva. Eventuais direitos individuais dos trabalhadores seguem um caminho próprio e podem ser discutidos separadamente, caso existam prejuízos específicos. São instrumentos diferentes, com finalidades distintas."
Entenda o acordo
Além do pagamento de R$ 350 mil, Viih Tube e Eliezer se comprometeram a retirar definitivamente o reality As Patroas (e o Patrão) das plataformas digitais, evitar conteúdos semelhantes envolvendo funcionários e produzir materiais educativos sobre direitos trabalhistas.
Segundo Lucas Congo, o objetivo da medida vai além da punição financeira.
"A lógica desse modelo é fazer com que uma conduta considerada lesiva gere um retorno para a sociedade. Em vez de simplesmente representar uma obrigação financeira, os recursos passam a apoiar projetos de interesse público, reforçando o caráter educativo e coletivo da medida."
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