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"Pagando pelos bons tempos", diz Lemmy, do Motörhead, sobre saúde

26 nov 2013 - 14h24
(atualizado em 26/11/2013 às 19h26)
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Lemmy Kilmister, líder do Motörhead, tem enfrentado problemas de saúde que levaram a banda a cancelar a turnê pela Europa recentemente. Prestes a completar 68 anos, o vocalista do grupo falou ao jornal The New York Times sobre seus hábitos de vida, além das milhares de mulheres com quem se relacionou sexualmente, e também sobre o posto de “Deus”.

O fundador do grupo britânico durante show da banda na edição de 2011 do Rock in Rio
O fundador do grupo britânico durante show da banda na edição de 2011 do Rock in Rio
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Em relação à saúde fragilizada, Lemmy relatou: “eu me sinto muito mal. Eu nunca vou conseguir minhas atividades de volta. Estou pagando pelos bons tempos, eu acredito. É uma mistura de várias coisas que eu fiz, e fiz muito”. Confira abaixo a entrevista.

New York Times – Eu soube que você está com alguns problemas de saúde e teve que cancelar a turnê do Motörhead na Europa. Como você está se sentindo?

Lemmy Kilmister - 

Eu me sinto muito mal. Eu nunca vou conseguir minhas atividades de volta. Estou pagando pelos bons tempos, eu acredito. É uma mistura de várias coisas que eu fiz, e fiz muito.

New York Times – Você tem que parar de beber?

Lemmy - 

Eu já parei de fumar. Bebo vinho e só.

New York Times – O Motörhead é considerado por muitos a banda de heavy metal mais pesada da história. Atualmente, você está com 67 anos. Como está sua audição?

Lemmy - 

Minha audição está ok. Quero dizer, eu posso ouvir o que você está me perguntando.

New York Times – A revista Maxim publicou que você dormiu com aproximadamente 1,2 mil mulheres. É verdade?

Lemmy - 

Não, eu disse que foram 1 mil e eles disseram que foram 2 mil. Eu não sei porque eles disseram isso. Mil já é o suficiente. Eu fiz o meu melhor.

New York Times – Você parou no número 1 mil?

Lemmy - 

Você não parou no 1 mil, parou?

New York Times – Eu não saberia.

Lemmy - 

Eu não estava contando. Quero dizer, eu apenas arredondei o número ao longo dos anos, entende. Eu sempre estive à procura disso.

New York Times – Uma vez você chamou o seu pai de “pequena fuinha desagradável”. Você chegou a se reconciliar com ele alguma vez?

Lemmy - 

Não, ele morreu há nove anos. Nós nunca corremos juntos em campos de milho em câmera lenta.

New York Times – Muitos astros do heavy metal tiveram relações problemáticas com seus pais. Por que você acha que isso acontece?

Lemmy - 

Você poderia dizer isso sobre qualquer pessoa, não poderia? Mas com o heavy metal, acho que isso acontece por causa do visual. Os pais não gostam que você tenha essa aparência e saia por aí desonrando a família.

New York Times – Você disse que gostava dos Beatles no início por causa da abordagem sarcástica deles nas músicas.

Lemmy - 

E das harmonias.

New York Times – Você sente que você levou uma abordagem sarcástica ao rock?

Lemmy - 

Se você não faz isso, você está morto. E se você acredita que coisas boas vão acontecer, isso pode ser ruim pra você mais tarde, porque elas não acontecem.

New York Times – Eu me lembro que li na Rolling Stone uma história sobre acharem vários artefatos nazistas na sua casa. Você não tem nenhuma simpatia por isso, tem?

Lemmy - 

É claro que não. Eu sou contra qualquer religião, e contra o comunismo e o nazismo – eles também são religiões. Eles são apenas a substituição de deuses.

New York Times – Você não acredita em Deus?

Lemmy -

 Eu acredito na próxima bebida.

New York Times – Lemmy é Deus, de acordo com o filme Os Cabeça-de-Vento, certo?

Lemmy - 

Não, Deus é mais alto e se veste melhor. Ele vive em uma casa no final de Rhode Island.

Fonte: Terra
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