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O que o goleiro Alisson tem no rosto? Médica explica diagnóstico difícil

Rosto vermelho de Alisson durante a Copa do Mundo acende debate; dermatologista explica os riscos do calor e do exercício para quem tem a doença

5 jul 2026 - 16h58
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A vermelhidão intensa no rosto do goleiro Alisson Becker, de 33 anos, durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026 voltou a chamar atenção dos torcedores nas redes sociais. A condição tem nome: rosácea, uma doença inflamatória crônica da pele, sem cura, que afeta principalmente a região central do rosto, bochechas, nariz, testa e queixo.

Foto: Mais Novela

Entre os gatilhos mais comuns estão a exposição ao sol, calor, frio intenso, alimentos apimentados e o estresse. Elementos que, não por acaso, fazem parte do dia a dia de um goleiro disputando uma Copa do Mundo.

Para a dermatologista Camila Sampaio, o cenário em que Alisson se encontra durante os jogos é um dos mais desafiadores para quem convive com a rosácea. "O calor e a prática de atividade física podem desencadear ou intensificar as crises de rosácea em pessoas predispostas. Isso acontece porque o aumento da temperatura corporal provoca dilatação dos vasos sanguíneos da pele, favorecendo a vermelhidão, a sensação de calor no rosto e, em alguns casos, o surgimento de pápulas e pústulas", explica.

A especialista, no entanto, é clara: isso não significa que o atleta deva abrir mão da atividade física. "A recomendação é adotar estratégias para reduzir esse impacto, como praticar atividades em horários mais frescos, manter uma boa hidratação, optar por ambientes climatizados quando possível e resfriar a pele após o treino", orienta.

A médica também reforça um cuidado que é especialmente crítico no contexto de uma Copa do Mundo disputada ao ar livre. "É fundamental utilizar diariamente um protetor solar adequado para peles sensíveis, já que a radiação ultravioleta é um dos principais fatores de agravamento da doença. Quando as crises são frequentes, o acompanhamento dermatológico é essencial para identificar os gatilhos individuais e indicar o tratamento mais adequado, permitindo que o paciente mantenha uma rotina saudável sem comprometer o controle da rosácea", conclui Camila Sampaio.

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