O que aconteceu antes dos 60 socos? Agressor surtou por ciúmes e jogou celular na piscina
Discussão começou durante um churrasco entre amigos, após o ex-jogador Igor Cabral exigir ver o celular da namorada; veja
NOTA: Esta reportagem aborda um caso de violência contra a mulher e contém detalhes sensíveis que podem causar gatilhos emocionais. Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência doméstica, procure ajuda. Ligue gratuitamente para o 180 — Central de Atendimento à Mulher — que funciona 24 horas por dia, em todo o Brasil, oferecendo escuta, orientação e acolhimento. Você não está sozinha.
O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral foi preso após agredir brutalmente a namorada com 60 socos dentro do elevador de um condomínio em Natal (RN). De acordo com a Polícia Civil, tudo começou com uma discussão na área da churrasqueira do prédio durante um encontro com amigos, no último fim de semana, e evoluiu para um episódio grave de violência física.
Segundo a delegada Victória Lisboa, da Delegacia de Atendimento à Mulher, o conflito teve origem em uma crise de ciúmes: Igor teria lido mensagens no celular da namorada e se incomodado com o conteúdo. "Eles estavam fazendo churrasco, em um momento de confraternização com os amigos. Ele pediu para ver o celular dela. Ela mostrou e disse que não havia nada demais. Mas ele ficou enciumado e quis conversar", explicou a delegada.
A discussão se intensificou na área comum do prédio, onde Igor chegou a arremessar o celular da vítima na piscina. Uma moradora, Iranilda Oliveira, relatou ter presenciado a cena enquanto participava de uma festa em família. "O casal ficou um pouco afastado. De repente, ele pegou o celular e jogou na piscina. Ela se levantou, ele saiu atrás, e depois não vimos mais", disse.
Em seguida, Igor teria subido para buscar seus pertences no apartamento da vítima. A jovem tentou conversar e entrou com ele no elevador, temendo que algo pior acontecesse em locais sem câmeras. Foi então que a agressão teve início. "Ele pediu para que ela saísse do elevador. Como sabia que não havia câmeras no corredor, ela preferiu permanecer ali. Foi quando ele a agrediu violentamente", relatou a delegada.