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O eterno trapalhão Mussum deixa saudade há 15 anos

6 jul 2009 - 13h00
(atualizado em 6/8/2009 às 11h24)
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Fábio Trindade
São Paulo

Azulão, Cromado, Maizena, Morcegão, Caipirinha. Todos esses apelidos se referem a mesma pessoa, Antônio Carlos Bernardes Gomes. Mas não foi dessa forma que ele ficou eternizado na história do cinema e da televisão brasileira. Conhecido por crianças e adultos ele era simplesmente Mussum.

Músico, humorista e mangueirense de paixão, há exatos 15 anos o eterno trapalhão teve sua carreira encerrada. Vítima de um transplante de coração mal sucedido, ele deixou, órfãos, aos 53 anos, os amantes de um estilo único de humor.

Conhecido como apreciador da cachaça, o famoso "mé", Mussum era dono de um linguajar próprio. É difícil não se lembrar de palavras como "cacildis" e "forévis". Na verdade, qualquer citação adaptada com as terminações "is" e "évis" deveria ser creditada a ele.

O trapalhão nasceu em 7 de abril de 1941, no Morro da Cachoeirinha, Lins de Vasconcelos, subúrbio do Rio de Janeiro. De origem humilde, tirou o diploma de ajustador mecânico e trabalhou na Força Aérea Brasileira ao mesmo tempo em que participava na Caravana Cultural de Música de Carlos Machado.

Estreou na televisão em 1965, no programa Bairro Feliz da TV Globo, e foi nessa época que ganhou o apelido Mussum, presente de Grande Otelo (1915-1993). Durante o programa, ao vivo, Otelo derrubou no chão um livro que continha o roteiro da atração, e foi quando o novato caiu na risada. O apresentador olhou para ele e disse. "Tá rindo de que, ôh mussum?", fazendo referência à enguia preta e sem escamas.

Ainda nos anos 60, fundou o grupo Originais do Samba, do qual fez parte até final da década de 70, se apresentando em programas de TV e em diversos países. Participou da Escolinha do Professor Raimundo em 1967, a convite de Chico Anysio.

Instigado pelo amigo Manfried Sant'anna (Dedé), em 1969 resolveu aceitar o convite para fazer parte de Os Trapalhões, junto com Renato Aragão (Didi) que completava o trio, no programa Os Insociáveis, da Record. Em 1973, foram para a Tupi para apresentar o programa que levava o nome do grupo e Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias (1933-1990), ingressou no humorístico.

Em 1977, estrearam na Globo, e a partir daí, o sucesso tomou conta do quarteto mais famoso do país. Estrelou 27 filmes sendo que 12, das 20 maiores bilheterias do cinema brasileiro, são de Os Trapalhões, em uma época que o formato nem era tão valorizado como ultimamente.

Em entrevista ao programa Video Show, nesta terça-feira (29), Renato Aragão disse que se sente muito triste com a perda do amigo mesmo depois de todos esses anos, mas que também se sente feliz por ter convivido, trabalho e conhecido uma pessoa maravilhosa como o Antônio Carlos.

Didi ainda afirma que aprendeu muito com ele e que o amigo sempre estava feliz, brincando com todos. Nunca deixava os problemas atrapalharem as gravações, era algo marcante nele. E termina falando que Mussum será eterno.

Recentemente, o comediante foi lembrado em uma série de camisetas lançadas no Rio de Janeiro com a imagem estilizada de Mussum com a inscrição "Mussum Forevis" e também em uma montagem lançada na internet com a inscrição "Obamis".

O trapalhão deixou um filho, Antônio Carlos de Santana Bernardes Gomes Júnior, conhecido artisticamente como Mussunzinho, que estreou na televisão em 2005, com o personagem Farinha, na novela América, e está no ar como Maico, em Caminho das Índias.

Mussunzinho foi reconhecido como filho de Mussum somente após a mãe, Maíra, fazer um teste de paternidade e brigar na Justiça por seus direitos. Na década de 80, ela havia tido um romance com o humorista. O filho nasceu com problemas de saúde e precisava de tratamento, que só pode ser custeado depois que a mãe recebeu o que lhe era de direito.

mussum, rindo
mussum, rindo
Foto: Divulgação
Fonte: Redação Terra
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