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"Não tinha para ninguém, Norma reinava", diz Luiz Carlos Barreto

10 out 2013 - 12h55
(atualizado às 12h59)
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Norma Bengell estrelou a série Toma Lá, Dá Cá na TV Globo
Norma Bengell estrelou a série Toma Lá, Dá Cá na TV Globo
Foto: TV Globo / Divulgação

Amigos e familiares se despedem nesta quinta-feira (10) de Norma Bengell, que

morreu na madrugada de ontem vítima de complicações decorrentes de um câncer de pulmão. O corpo da atriz foi velada no Cemitério São João Batista e será cremado às 14h no Cemitério do Caju.

O diretor Luiz Carlos Barreto lembrou de alguns momentos com ela. "Conheci a Norma quando ela tinha 14 anos e patinava em Copacabana, acho que mesmo antes dela pensar em ser atriz. Eu e meus amigos íamos todos para o ringue, perto do posto 3, só para vê-la patinar. Ninguém mais entrava no ringue quando ela estava lá, ficávamos todos só olhando, babando. Na época eu nem sabia o nome dela. Com 14 anos ela já era um mulherão. Do posto 3 ao Leme não tinha para ninguém, Norma reinava." 

A pequena sala em que foi realizado o velório, no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio, ficou repleta de coroas de flores. Prestaram homenagem a Norma a presidente Dilma Rousseff, Milton Nascimento, a Agência Nacional de Cinema, o Canal Brasil, a Associação Brasileira de Cineastas, entre outros.

Carreira 

Nascida no Rio de Janeiro, no dia 21 de fevereiro de 1935, Norma Aparecida Almeira Pinto Guimarães d'Áurea Bengell teve um carreira sólida no cinema, mas também se aventurou na música e na televisão.

Foi imortalizada por ser a primeira atriz brasileira a apresentar uma cena de nu frontal, no filme Os Cafajestes (1962). Começou sua carreira em 1959, no longa O Homem do Sputnik, estrelado por Oscarito, em que encantou os espectadores com todo a sua sensualidade, em uma paródia bem sucedida da atriz Brigitte Bardot.

Depois, estrelou uma sequência de filmes, como Conceição (1960), Mulheres e Milhões (1961) e o renomado O Pagador de Promessas, dirigido por Ancelmo Duarte e baseado na peça homônima de Dias Gomes. Também esteve em algumas produções italianas como Una bella grinta (1965), de Giuliano Montaldo, e I cuori infranti (1963), de Victorio Caprioli e Giano Puccini. Em toda sua carreira, foram mais de 50 filmes.

A atriz também se aventurou como diretora. Sua primeira produção foi Eternamente Pagu (1988), mas a de mais destaque foi O Guarani (1996), baseada no romance de José de Alencar e estrelado por Márcio Garcia, Tatiana Issa, Glória Pires, Herson Capri, José de Abreu, entre outros. 

Em 2008, entrou para o casting da TV Globo, onde estrelou Deise Coturno no seriado Toma Lá, Dá Cá, de Miguel Falabella. Antes disso, já tinha participado das atrações Alta Estação (2006), Partido Alto (1984), entre outros.

Norma Bengell esteve presente também no mundo da música. Os primeiros sucessos foram A Lua de Mel na Lua  e E Se Tens Coração, que estava na trilha sonora de Mulheres e Milhões. Em 1959, lançou seu primeiro LP, Oooooh! Norma. O segundo viria apenas em 1977, Norma canta Mulheres.

Fonte: Especial para Terra
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