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"Não combina com ele", diz baterista sobre armas de Champignon

9 set 2013 - 20h42
(atualizado às 20h56)
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André Pinguim, que subsitiuiu Renato Pelado na bateria do Charlie Brown Jr, esteve no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, para se despedir do ex-parceiro de banda Champignon. Questionado sobre a presença de armas na casa do músico, Pinguim, que disse ter ficado em choque com a notícia, foi enfático.

Fãs, familiares e amigos de Champignon estiveram na Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, para se despedir do baixista da banda Charlie Brown Jr, que foi encontrado morto em seu apartamento após disparar um tiro contra sua própria cabeça
Fãs, familiares e amigos de Champignon estiveram na Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, para se despedir do baixista da banda Charlie Brown Jr, que foi encontrado morto em seu apartamento após disparar um tiro contra sua própria cabeça
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

"Eu nem fazia ideia. Não combina com ele. Achei que ele tinha um monte de baixos em casa, não armas", afirmou.

Quando recebeu a notícia, Pinguim estava junto de Bruno Graveto, baterista atual da banda em um bar, em Santos. "Não sei dizer porque ele estava triste, ele era muito alegre", completou.

O caso

Luiz Carlos Leão Duarte Junior, conhecido como Champignon, foi encontrado morto em seu apartamento, na região do Morumbi, na zona oeste de São Paulo (SP), na madrugada desta segunda-feira (9), com um tiro de pistola 380 na cabeça. A polícia constatou que a causa da morte foi suicídio.

Uma arma foi encontrada na mão do músico. Ele estava em casa com Cláudia Campos, sua mulher, que está grávida e deixou o local em estado de choque. Ela chegou a ser atendida em um hospital.

 

Na noite anterior, ele e a mulher foram jantar com um casal de amigos. De acordo com o corretor de imóveis Alexandre Denaion, vizinho do músico, ele aparentava estar bem e havia consumido "apenas dois saquês".

Alexandre Denaion relatou que, por volta da 0h05 desta segunda-feira, ouviu um "barulho seco" de um tiro e a voz de Cláudia desesperada repetindo: "amor, você não fez isso". Ele conta que entrou no quarto onde Champignon guardava instrumentos, e viu a arma - uma pistola calibre 380 - na mão do músico, além de muito sangue.

O caso acontece cerca de seis meses depois da morte de Alexandre Magno Abrão, o Chorão, amigo de infância e parceiro com quem Champignon teve desentendimentos na banda Charlie Brown Jr. Atualmente, se dedicava à banda A Banca.

Fonte: Terra
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