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Morre Silvio Tendler, ícone dos documentários brasileiros, aos 75 anos

Autor de mais de 70 filmes, cineasta foi especialista na produção de biografias históricas e de figuras políticas

5 set 2025 - 12h03
(atualizado às 13h14)
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Resumo
Morreu aos 75 anos o documentarista Silvio Tendler, referência brasileira no gênero, autor de mais de 70 filmes, incluindo obras icônicas sobre a história política do Brasil.
Silvio Tendler
Silvio Tendler
Foto: Gabriela Nehring (Reprodução/Portal Caliban)

O cineasta Silvio Tendler morreu nesta sexta-feira, 5, aos 75 anos, vítima de uma infecção generalizada. Ele estava internado no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. 

Referência no Brasil no gênero documentário, Tendler foi autor de mais de 70 filmes e se especializou em contar a história política do Brasil. Os anos JK — Uma trajetória política (1981), Jango (1984), Marighella, retrato falado do guerrilheiro (2001), Glauber, labirinto do Brasil (2003) e Tancredo: A travessia (2010) são algumas de suas principais obras.

Silvio Tendler durante as filmagens de O Mundo Mágico dos Trapalhões.
Silvio Tendler durante as filmagens de O Mundo Mágico dos Trapalhões.
Foto: Reprodução/Portal Caliban

Tendler também assina a direção de O mundo mágico dos Trapalhões (1981), documentário assistido por 1,8 milhão de espectadores, segundo números da Agência Nacional do Cinema (Ancine). A obra sobre o grupo de humor é, ainda hoje, o filme do gênero com o maior público no cinema brasileiro. O último longa do cineasta foi O futuro é nosso! (2023).

Nascido no Rio de Janeiro, em 2 de março de 1950, Tendler chegou a cursar Direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mas abandonou os estudos para se dedicar ao cinema.

Conhecido como “o cineasta dos sonhos interrompidos”, Silvio Tendler iniciou sua trajetória no cinema a partir do Movimento Cineclubista, em meados dos anos sessenta. 

Depois de viver no Chile por dois anos, o diretor retornou ao Brasil no final da década de 1970, quando começou a dar aulas em um curso de Cinema e História na PUC-Rio. Foi membro do corpo docente da instituição por mais de 40 anos.

Silvio Tendler no Departamento de Comunicação Social da PUC/RJ, durante os anos 1980
Silvio Tendler no Departamento de Comunicação Social da PUC/RJ, durante os anos 1980
Foto: Antônio de Albuquerque/Núcleo de Memória da PUC-Rio. (Reprodução/Portal Caliban)

Na década de 1980, criou a Caliban Produções Cinematográficas, empresa especializada na produção de biografias históricas de cunho social.

Silvio Tendler deixa a esposa, Fabiana Fersasi, e a filha, a produtora Ana Tendler.

De acordo com o jornal O Globo, o enterro de Tendler acontecerá neste domingo, 7, no Cemitério Comunal Israelita do Caju, na Zona Portuária carioca. 

Silvio Tendler
Silvio Tendler
Foto: Reprodução/Linkedin
Fonte: Redação Terra
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