Mistério! Homem revela motivo de não ter entregado passaporte de Eliza Samudio para a polícia
O homem que encontrou o passaporte de Eliza Samudio em Portugal revelou o motivo de não ter encontrado o documento para a polícia
A reaparição do passaporte de Eliza Samudio em Portugal reacendeu discussões sobre um dos crimes mais conhecidos do país e gerou questionamentos sobre a conduta de quem encontrou o documento. O brasileiro, que preferiu não revelar a identidade, afirmou que sua intenção nunca foi criar polêmica, mas garantir que a informação chegasse também ao público do Brasil. Por isso, antes de procurar autoridades, tentou contato com veículos de comunicação portugueses, sem obter retorno.
Em entrevista ao "Domingo Espetacular", ele explicou por que decidiu falar com a imprensa antes de entregar o passaporte: "Eu tentei com os veículos aqui de Portugal primeiro. A minha intenção sempre foi entregar à polícia. Só que se eu entrego esse documento aqui para a polícia diretamente, vocês no Brasil não iam saber… Ninguém". O homem também comentou as críticas que recebeu após sugerir, ainda que de forma hipotética, que a vítima poderia estar viva: "Eu fiquei questionando sobre o passaporte, passa na cabeça que sim, mas é só especulação mesmo pelo fato de não ter corpo", reforçando que sua principal dúvida era como o documento foi parar no país europeu.
Reação da família e questionamentos sobre o achado
Após a repercussão, o passaporte foi entregue no consulado brasileiro em Lisboa, sem que o responsável informasse nome ou endereço. Segundo o próprio relato, a entrega já estava agendada, e o Itamaraty confirmou que o documento será enviado ao Brasil para ficar à disposição da família. A defesa, no entanto, demonstrou estranhamento com o estado de conservação do material. A advogada Maria do Carmo dos Santos, que também é madrinha de Bruninho, declarou: "O passaporte, vamos supor que foi perdido, quase 18 anos atrás, ele está mais preservado do que os meus que estão na gaveta mofando… Isso é estranho". Ela ainda criticou a retomada de teorias que colocam em dúvida o assassinato: "Cada vez que isso é mexido e é colocado dúvidas de que foi um golpe da Eliza e etc, é de uma covardia com a mãe e com a vítima…".
O homem que encontrou o documento contou que o passaporte estava em uma estante, entre livros antigos, em um apartamento onde aluga um quarto. Ele relatou que percebeu o objeto por acaso ao buscar roupas no varal e, ao abrir, reconheceu imediatamente o nome e a foto, pois já conhecia o caso. O documento foi emitido em 2006, tinha validade até 2011 e possui apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 2007.
Embora o surgimento do passaporte tenha causado surpresa, a Justiça brasileira já reconheceu oficialmente a morte de Eliza Samudio, assassinada em 2010. Bruno Fernandes foi condenado por homicídio, sequestro e ocultação de cadáver, assim como Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola. Sem que o corpo tenha sido localizado, a certidão de óbito emitida em 2013 apontou asfixia mecânica como causa da morte, encerrando juridicamente o caso, que agora volta aos noticiários por um achado tão tardio quanto sensível.