Miss USA é ignorada por outras misses ao vencer concurso trans: racismo ou antiamericanismo?
Situação envolveu também a Miss Cuba, que ficou em 2º lugar e fez denúncia polêmica
Realizado na Tailândia, o Miss International Queen 2025, com mulheres transexuais, terminou de maneira polêmica.
A vencedora foi a Miss Estados Unidos Midori Monét. As outras concorrentes a ignoraram após a coroação. Preferiram cercar e festejar a segunda colocada, Miss Cuba Olivia Lauren, e a que ficou em terceiro lugar, Miss Vietnã Hà Tâm Nhu.
A norte-americana se mostrou visivelmente constrangida em ver a comemoração das outras enquanto estava sozinha diante da plateia. Sensibilizada, a Miss Malásia Khleo Ambrose se aproximou sozinha para abraçá-la.
Racismo, antiamericanismo ou apenas intriga?
A solidariedade da maioria das participantes em torno da Miss Cuba, Olivia Lauren, seria resultado de fofocas e reclamações nos bastidores.
Após o fim da premiação, ela afirmou ter sofrido bullying da Miss Estados Unidos, Midori Monét, e da Miss Vietnã, Hà Tâm Nhu, ao longo das fases classificatórias.
Esta versão vai contra o boato de que a campeã foi alvo de hostilidade devido ao sentimento anti-imperialista contra seu país, os Estados Unidos, ou por ser negra retinta no concurso com maioria de brancas e asiáticas.
Ao ser questionada sobre a denúncia, Olivia Lauren pediu desculpas pelo que disse e revelou ter se acertado com a norte-americana e a vietnamita depois da transmissão do evento.
E a brasileira?
A Miss Brasil, Isabella Pamplona, de 27 anos, ficou no Top 12 do Miss International Queen.
Nascida no Pará, ela conquistou em janeiro deste ano a faixa de Miss Beleza T Brasil, concurso para mulheres transexuais e travestis.
Em entrevista à CNN Brasil, Isabella destacou a importância de se criar “oportunidades de trabalho” para as pessoas T da sigla LGBTQIAP+.
O Brasil venceu o concurso Miss International Queen em 2013, com a paulista Marcela Ohio.