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Maju Coutinho pode ter parto prematuro? Saiba riscos da gravidez aos 48 anos

Maju Coutinho anuncia primeira gravidez aos 48 anos e revela nome do filho; especialistas explicam os riscos e cuidados da gestação tardia

6 set 2026 - 14h13
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Resumo
A gravidez de Maju Coutinho aos 48 anos evidencia o crescimento da maternidade tardia no Brasil. Segundo especialistas, gestações nessa faixa etária exigem acompanhamento rigoroso devido a riscos como hipertensão, diabetes gestacional e parto prematuro, embora hábitos saudáveis favoreçam uma evolução positiva. A idade dos óvulos influencia o risco genético, mas a idade materna isolada não impõe cesariana, cabendo a escolha da via de parto à saúde da gestante e do bebê.

A jornalista e apresentadora do Fantástico Maju Coutinho, de 48 anos, emocionou o país ao anunciar nas redes sociais, na sexta-feira (28), que está grávida pela primeira vez. Ao lado do marido, o artista visual Agostinho Paulo Moura, ela revelou que espera um menino, que se chamará Malik. "Mãe de primeira viagem e pai de terceira viagem embarcando no show da vida particular", escreveu na legenda do vídeo. O anúncio rapidamente viralizou e reacendeu um debate cada vez mais presente na sociedade: o fenômeno da maternidade tardia.

Maju Coutinho
Maju Coutinho
Foto: Reprodução/Globo / Mais Novela

Para a ginecologista e obstetra Dra. Fernanda Lehrer, especialista em gestação de alto risco, o caso de Maju reflete uma transformação real e crescente no perfil das gestantes brasileiras. Dados do IBGE mostram que, em 2004, 48,3% dos nascimentos ocorriam em mulheres com 25 anos ou mais — percentual que saltou para 65,4% em 2024.

"Gestar a partir dos 40 anos está deixando de ser uma situação excepcional e passando a fazer parte, cada vez mais, do nosso dia a dia. Uma combinação de fatores explica esse fenômeno: o desejo das mulheres de se estabelecerem no mercado de trabalho e a confiança crescente na capacidade da medicina de viabilizar uma gestação mais tardia", contextualiza.

Ela, no entanto, alerta para um ponto que costuma ficar fora dos holofotes: "Estamos cada vez mais expostos a histórias de mulheres que engravidaram aos 40, 42, 45 anos ou mais. Essas histórias são reais, mas representam apenas uma parte da realidade. As histórias de quem tentou e não conseguiu aparecem muito menos, embora sejam muito frequentes dentro dos nossos consultórios. A medicina ampliou as nossas possibilidades, mas ela ainda não conseguiu vencer o relógio biológico feminino", pondera.

Sobre os riscos específicos de uma gestação como a de Maju, a ginecologista Dra. Fernanda Torras explica que o acompanhamento precisa ser redobrado. "Aos 48 anos, a gestação exige um acompanhamento mais próximo porque aumentam os riscos de hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, alterações placentárias e parto prematuro. Isso não significa que essas complicações vão acontecer. Muitas mulheres chegam aos 40-50 anos com saúde excelente e podem ter uma boa evolução da gravidez", afirma.

Sobre a possibilidade de o bebê nascer com alguma alteração genética, ela explica que há uma particularidade importante quando se trata de reprodução assistida: "Se a gravidez acontece com um óvulo congelado anos antes, o risco está mais relacionado à idade da mulher no momento em que aquele óvulo foi coletado do que à idade dela quando engravidou", detalha.

Quanto à via de parto, ambas as especialistas são unânimes: a idade sozinha não determina a necessidade de cesariana. Dra. Lehrer reforça: "Ter mais de 40 anos, por si só, não é motivo para indicar uma cesariana. Não é a idade que indica a cesariana — é a condição clínica da mãe, do bebê ou da própria gestação", afirma.

Dra. Fernanda Torras complementa: "Uma mulher de 48 anos pode ter tanto parto normal quanto cesárea. A escolha depende da evolução da gestação, das condições clínicas da mãe, da posição e do bem-estar do bebê, da placenta e de outras características obstétricas", conclui. Para chegar ao parto nas melhores condições possíveis, Dra. Lehrer destaca que os hábitos de vida fazem diferença: "Alimentação equilibrada, atividade física e ganho de peso adequado reduzem as chances de diabetes gestacional e hipertensão gestacional, que são mais frequentes nessa faixa etária", orienta.

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