Kanye West: Adidas está num impasse sobre o que fazer com US$ 500 milhões em tênis do rapper
Empresa rompeu parceria com o artista após falas antissemitas; linha Yeezy gerava quase US$ 2 bilhões por ano em receita
A Adidas está enfrentando dificuldades para decidir o que fazer com o estoque dos tênis da linha de Kanye West, revelou uma matéria publicada nesta segunda-feira, 27, pelo The Washington Post.
A marca encerrou o contrato com o rapper após diversas polêmicas, incluindo falas antissemitas, demonstração de afinidade por Adolf Hitler e propagação de discurso de ódio.
A parceria entre o artista e a empresa começou em 2013 e gerava quase US$ 2 bilhões por ano em receita, de acordo com Tom Nikic, analista da Wedbush consultado pelo jornal.
A publicação ressaltou que a Adidas pode perder entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões caso não venda os produtos da linha Yeezy, que variam entre US$ 200 e US$ 600 (cerca de R$ 3.117).
Fontes apontaram que a decisão da Adidas pode demorar meses, já que qualquer movimentação pode enfrentar limites éticos e financeiros, mas que as opções vão de vender os tênis com desconto e sem o rótulo a até mesmo queimar os produtos existentes.
De acordo com Mark Cohen, professor da Universidade de Columbia, outra alternativa seria distribuir as mercadorias por meio de lojas de departamento ou vendê-las por quilo a um intermediário que poderia distribuí-las a varejistas em países em desenvolvimento.
O especialista disse ao The Washington Post que acredita que, de uma forma ou de outra, o estoque da Yeezy chagará ao público consumidor: "Esses tênis de alto valor do Kanye West vão acabar nos pés das pessoas - talvez pessoas que valorizam a associação de Kanye ou [pessoas] que não se importam; eles só querem calçados novos, limpos e modernos".
*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais