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Geraldo Alckmin fala no 'Mais Você' sobre o tarifaço dos EUA e como o governo vai agir

Durante entrevista Geraldo Alckmin abordou os possíveis desdobramentos da elevação de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros

31 jul 2025 - 17h20
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Geraldo Alckmin fala no 'Mais Você' os efeitos do tarifaço e como o governo vai agir
Geraldo Alckmin fala no 'Mais Você' os efeitos do tarifaço e como o governo vai agir
Foto: reprodução/instagram / Contigo

Durante entrevista concedida ao programa Mais Você nesta quinta-feira (31), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, abordou com franqueza os possíveis desdobramentos da elevação de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ele garantiu que o governo já tem um plano praticamente pronto para proteger empregos e apoiar os setores que sentirão mais fortemente os impactos da medida.

Declarações

"Ninguém vai ficar desamparado ", garantiu Alckmin ao ser questionado sobre o cenário gerado pela nova tributação, assinada pelo presidente Donald Trump. A medida, que entra em vigor no dia 6 de agosto, eleva em 50% as tarifas de importação sobre itens como carne bovina, frutas, café, pescado e mel, enquanto mantém alguns produtos isentos, como o suco de laranja.

Respondendo às perguntas feitas por Ana Maria Braga, César Tralli e telespectadores, o vice-presidente destacou que o impacto nos empregos depende da dependência de cada setor em relação às exportações americanas. "Tem setores que metade da produção é exportada e, dentro dessa metade, 70% vão para os EUA (...) serão atingidos ", exemplificou, citando o setor cafeeiro e o de frutas como os mais vulneráveis.

Iniciativas governamentais para reduzir os danos

Para reduzir os danos, Alckmin adiantou que o governo prepara uma série de medidas: buscará diálogo com o governo americano, estimulará a abertura de novos mercados para redirecionar os produtos atingidos, e oferecerá apoio fiscal, financeiro e creditício. "Estamos mapeando o grau de exposição de cada setor para agir com resultados ", pontudo.

Apesar da gravidade da situação, Alckmin se mostrou otimista quanto à inflação e aos preços dos alimentos. Segundo ele, com safra recorde e valorização do real, produtos básicos como arroz, feijão e óleo já caíram. E, com a queda nas exportações, alguns alimentos afetados pelas tarifas, como carne, café e frutas, devem se tornar mais acessíveis no mercado interno. " A boa notícia é que há uma tendência de queda do preço dos alimentos (...) É difícil afirmar com certeza, mas é óbvio que você vai ter que colocar mais esses produtos aqui dentro ", afirmou.

Sobre medicamentos importados...

Quanto aos medicamentos importados dos EUA, o ministro tranquilizou os brasileiros, explicando que o SUS continuará garantindo o acesso aos remédios essenciais e que a ampliação do programa Farmácia Popular segue em curso. "Quase dobramos o programa. Há um conjunto de medicamentos que o cidadão não paga ", explicou.

Alckmin também destacou o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. Embora ações emergentes sejam permitidas, ele garantiu que elas seguiriam critérios semelhantes às medidas adotadas durante as enchentes no Rio Grande do Sul, com os gastos podendo ser retirados da meta de déficit primário.

Ao finalizar, ressaltou que as tratativas com os EUA ainda estão em andamento. "Não acabou ontem. Começa agora com mais força. Vamos trabalhar com o setor privado, com as câmaras de comércio e com o governo americano. É um perde-perde, e precisamos mostrar isso ", concluiu.

A ordem executiva assinada por Trump para explicar a medida tarifária acusa o Brasil de ameaçar a segurança e a política externa dos EUA, além de alegações democráticas. Também foi anunciada a revogação de vistos de figuras do STF, como Alexandre de Moraes, e seus familiares.

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