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França comemora os 80 anos da atriz Brigitte Bardot

27 set 2014 - 09h53
(atualizado às 12h21)
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Foto: AFP

Fulgurante estrela planetária da sétima arte dos anos 60, dedicada à proteção animal, amante e esposa de pessoas que marcaram como ela o século XX, a belíssima e sempre polêmica Brigitte Bardot completa 80 anos no domingo, sem que os franceses a tenham esquecido.

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A lembrança é tão viva que a própria "B.B.", siglas pelas quais é conhecida desde seus primeiros sucessos, pediu a seus admiradores que deixem de dar os parabéns por seu aniversário.

"Deus meu, que avalanche de cartas maravilhosas, de flores e presentes. Não me enviem nada mais, eu peço, estou submersa!" escreveu na quinta-feira no Twitter, onde cerca de 11.800 pessoas seguem seus até agora 37 tweets.

O último foi para falar sobre sua visita surpresa ao barco ecologista "Brigitte Bardot", da organização Sea Shepherd, ontem pela tarde no porto de Saint-Tropez. Essa foi sua primeira aparição pública em dez anos, segundo a imprensa local.

Seu afastamento não surpreende os franceses. Desde que em 1973 deixou o cinema para se dedicar à causa animal, seus discursos públicos, às vezes calamitosos, que já renderam cinco acusações por incitação ao ódio, se reduziram ao máximo.

Foto: Getty Images

Em 1996, seu segundo ex-marido, o ator Jacques Charrier, e seu filho Nicolas, seu único herdeiro, a denunciaram por atentado à vida privada. O primeiro foi tachado em uma autobiografia de "violento, machista, imprestável e bêbado". Já o filho, chamou de indesejado "tumor que se nutria dela" durante sua gravidez.

Muito crítica também com homossexuais, sem-tetos e muçulmanos, a legendária ícone sexual mantém, no entanto, que já antecipou que dirá sempre o que pensa, seja qual for seu custo.

A esmagadora generosidade que desdobra em favor das mais indefesas criaturas do reino animal não impede Bardot de se opor categoricamente que os ilegais possam refazer sua vida na França, e inclusive já criticou mesmo os imigrantes legais, que segundo ela põem em perigo a identidade nacional.

Foto: Getty Images

Por isso, Bardot sonha que sua amiga Marine le Pen, "a Joana d'Arc do século XXI" na sua opinião, "salve o país" uma vez conquistado o poder com o partido ultradireitista e xenófobo que foi o mais votado na França nos últimos pleito europeus, em maio.

Difícil desaparecer assim a animosidade que nunca deixou de provocar entre uma parte da opinião pública. Nem sempre a mesma.

No final dos anos 70, no Canadá, suas primeiras e pouco hábeis declarações perante as câmaras de todo o mundo contra o massacre de bebês foca inauguraram uma série de hecatombes midiáticas.

A audácia e a espontaneidade que junto com sua beleza fizeram Brigitte Bardot ser adorada por meio mundo após rodar "E Deus criou a mulher", com Roger Vacim, seu primeiro marido; e a transformaram na primeira atriz a doar seu rosto a "Marianne", busto oficial que simboliza a República francesa, jogaram também contra ela.

Foto: Getty Images

Na tendência ultra que defende desde mais de duas décadas, alguns veem a influência de seu quarto marido, o industrial Bernard d'Ormale, figura próxima dessa corrente política que em 1992, quando se casaram, era liderada por Jean-Marie Le Pen.

Os atores Jean-Louis Trintignant e Alain Delon; seu terceiro marido, o milionário suiço-alemão Gunter Sachs; e o cantor Serge Gainsbourg -que criou para ela o então escandaloso tema "Je t'aime moi non plus"- foram alguns dos homens que amou e que marcaram seu destino.

Cantora, protagonista de meia centena de filmes de cineastas como Clouzot, René Clair, Louis Malle e Godard, "B.B.", que sobreviveu a várias tentativas de suicídio, afirma que os animais são sua alegria e que fez o necessário para que a fundação que criou em seu benefício perdure.

A atriz diz, além disso, que se morrer antes de conseguir que carne de cavalo deixe de ser consumida na França, e sem que seja proibida a tortura de animais durante massacres sem sedação, de acordo com as normas "halal" e "kosher", sua vida terá sido um fracasso.

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EFE   
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