Filho de Marilia Gabriela desabafa e revela condição: 'Minha vida mudou'
Theodoro Cochrane, Filho de Marilia Gabriela, participou de programa na Globo e expôs detalhes do diagnóstico de transtorno com oscilação de humor
Theodoro Cochrane participou do programa Encontro com Patrícia Poetanesta quinta-feira (17) e expôs detalhes do diagnóstico de ciclotimia, transtorno que provoca rápidas oscilações de humor. O ator relatou que sua vida mudou após identificar a condição e iniciar o tratamento.
De acordo com informações do Bem Estar, o transtorno pode ter origem genética e costuma ser confundido com bipolaridade. Apesar de poder se manifestar em qualquer idade, é mais frequente em adultos, atingindo cerca de 1% da população mundial.
Detalhes do diagnóstico
O ator contou que os primeiros sinais surgiram em 2021, após a morte do pai, do astrólogo ZecaCochrane. Abalado, ele decidiu morar com a mãe, Marília Gabriela, em Portugal, depois de 25 anos atrás. "Quando morre alguém muito querido, aquele medo de você perder os seus pais... você fica com um pensamento muito melancólico. Ela foi uma referência, segurou uma bucha enorme, porque eu acordava super deprimido", relatou.
Mudanças fortes
Nesse período, Theodoro viu mudanças bruscas no humor e chegou a ser agressivo com a mãe. "Ela sofreu na pele o que é conviver com uma pessoa que a vida inteira foi considerada excêntrica, porque oscila de humor. Uma hora tá animada, outra irritada, depois deprimido... As pessoas conversaram: 'É o jeito do Theodoro, um artista difícil'", refletiu.
Ao procurar ajuda médica, o ator recebeu o diagnóstico de ciclotimia e iniciou o tratamento com medicamentos e terapia. "Quando eu fui informado com essa ciclotimia, a minha vida mudou. Minha vida melhorou e as pessoas ao meu redor também", celebrou. Além disso, abandonou o consumo de álcool.
Peça mãe e filho
Durante o programa, Theodoro e Marília também comentaram sobre a peça A Última Entrevista de Marília Gabriela , atualmente em cartaz em São Paulo. A montagem, estrelada pelos dois, aborda temas como relações familiares, frustrações, etarismo e homofobia. A ideia surgiu durante o período em que viviam juntos em Portugal.
"Se a gente fizer uma peça juntos vai ser uma constatação de que eu não sou nada. Você que faz tudo", revelou ele sobre a resistência inicial ao projeto, que retomou após iniciar o tratamento e se sentir melhor emocionalmente.
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