Filho de Maíra Cardi sofre gordofobia e recebe insultos homofóbicos ao publicar vídeo
Lucas vira alvo de quem acredita que pode ridicularizar uma pessoa na internet sem sofrer consequências
Mesmo com a criminalização da homofobia e o combate à gordofobia, há quem pratique esses preconceitos na internet como se fosse recreação.
Exemplo disso aconteceu com um vídeo de Lucas Cardi Rangel, filho da influenciadora e ex-BBB Maíra Cardi. Ele aparece sem camisa elogiando um pão feito pela mulher, a atriz Thuani Todeschini.
Vários perfis reportaram o registro caseiro. Dezenas de comentários debocharam da forma física do rapaz e de sua maneira de falar. Trocadilhos e ‘piadas’ sugeriram que ele seja gay.
O cyberbullying não é ‘brincadeira’ nem crítica construtiva. Trata-se de violência psicológica. Opiniões carregadas de sarcasmo, desprezo e ataques pessoais podem causar impactos profundos na saúde mental de quem é superexposto.
Ansiedade, queda de autoestima, isolamento social e até quadros mais graves, como depressão, são consequências reais desse tipo de comportamento.
Existe uma banalização preocupante da crueldade nas redes sociais. Muitos usuários parecem esquecer que, do outro lado da tela, há uma pessoa com sentimentos, inseguranças e limites.
A falta de empatia se manifesta justamente nessa facilidade em transformar alguém em alvo coletivo, como se fosse aceitável ridicularizar aparência física ou levantar suposições sobre orientação sexual como forma de entretenimento.
Também chama atenção a postura de quem publica esse tipo de conteúdo ofensivo acreditando estar protegido pelo anonimato ou pela distância virtual.
Há uma falsa sensação de impunidade, como se a internet fosse um território sem regras, o que não é verdade. Discursos de ódio e ataques à dignidade podem, sim, gerar consequências legais, além de punições nas próprias plataformas.
Mais do que leis, o que está em jogo é uma questão de responsabilidade civil. É preciso questionar: que tipo de ambiente estamos ajudando a construir quando normalizamos essas condutas desumanas? E até que ponto o silêncio ou o riso diante dessas agressões também contribui para que continuem acontecendo?
Casos como o de Lucas Cardi servem de alerta. Não se trata apenas de proteger figuras públicas ou seus familiares, mas de reconhecer que o cyberbullying afeta milhares de pessoas anônimas todos os dias, muitas delas sem qualquer rede de apoio.
Algumas não suportaram a humilhação e não estão mais entre nós.
Atenção: em caso de sofrimento emocional, você pode ligar gratuitamente para 188. Os atendentes do CVV (Centro de Valorização da Vida) estão disponíveis 24 horas para conversar, sem julgamentos ou críticas, respeitando os sentimentos de quem procura ajuda. Busque tratamento especializado com psicólogo ou psiquiatra para garantir sua saúde mental.
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