Ex-BBB Gizelly Bicalho vai à delegacia por xenofobia e ameaças de bolsonaristas
Advogada criminalista registrou boletim de ocorrência contra casal de vizinhos
A ex-BBB e advogada criminalista Gizelly Bicalho fez um queixa por crime de xenofobia, ofensas e ameaças que sofreu de eleitores bolsonaristas no condomínio onde mora em Vitória, no Espírito Santo.
Com postagens de fotos em frente à delegacia de polícia, ela contou que foi xingada de "Paraíba" após comemorar a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no prédio em que mora.
"Minha segunda-feira começou na delegacia, mas não foi atuando como advogada. Fui vítima de violência! Ontem, sofri violência no meu condomínio, um casal de senhores me agrediram verbalmente. O motivo? Ser mulher, ser de origem pobre e ser da roça", ela contou nos stories do Instagram.
Gizelly explicou que, enquanto comemorava a eleição de Lula, passou a ser bombardeada de xingamentos. "Um casal de idosos veio na minha direção, o senhor visivelmente ia me bater, me chamou de burra e a senhora me chamou de Paraíba e disse que não tinha lugar para morar", afirmou.
Gizelly Bicalho foi chamada de “sem-teto” por vizinhos de condomínio bolsonaristas e macetou:
“Eu tenho 2[apartamentos] amor, e você, que tá pagando o seu ainda”? 🗣️#Eleicoes2022 pic.twitter.com/5hDRDGl1qc
— POPTime (@siteptbr) October 31, 2022
Ainda segundo ela, as agressões só pararam com a chegada de seu namorado, já que o agressor só desistiu de persegui-la quando ele apareceu.
A ex-sister revelou que não fez a denúncia somente por ela, mas por todas as mulheres do Brasil. Ela ressaltou que tem orgulho das suas origens, de ter participado do reality show da Globo e dos pais, que mesmo sem estudo lhe deram tudo e lhe permitiram chegar onde chegou.
Ela afirmou que espera o posicionamento do condomínio e que solicitou as imagens das câmeras para incluir na ocorrência registrada na delegacia.
Para completar, declarou que essa não foi a primeira agressão que sofreu no lugar em que mora.
"Essa é a segunda, e a 1ª foi quando saí com uma roupa ousada para ir para o Vital em setembro. Pegaram prints da minha roupa e jogaram no grupo das mulheres do prédio. Me chamaram de put*, vagabunda, prostituta e que os maridos não podiam me ver daquela forma. Deixei passar porque eram mulheres que falaram atrocidades com outra mulher, sendo machistas. Só que agora foi pior", revelou.
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