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Especialista repudia ataques à filha de Roberto Justus: 'A infância precisa ser território de proteção'

Telma Abrahão alerta para a desumanização da infância nas redes sociais após ataques à filha de Roberto Justus e Ana Paula Siebert

7 jul 2025 - 17h03
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A recente exposição pública de ataques violentos dirigidos à filha de cinco anos do empresário Roberto Justus e da influenciadora Ana Paula Siebert, após a menina de 5 anos aparecer usando uma bolsa de luxo, acende um alerta urgente sobre os rumos da nossa sociedade. As mensagens incluíram críticas severas e até desejos de morte, como a frase: "só guilhotina resolve". Diante da repercussão, o casal se pronunciou afirmando que não aceitará esse tipo de violência e já tomou as devidas medidas legais.

Roberto Justus e Ana Paula Siebert geraram polêmica ao posarem com a filha
Roberto Justus e Ana Paula Siebert geraram polêmica ao posarem com a filha
Foto: Reprodução/Instagram / Márcia Piovesan

Para Telma Abrahão, biomédica, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil, e autora de best-sellers sobre educação e saúde emocional, o episódio escancara uma tendência perigosa: a normalização do discurso de ódio direcionado à infância.

"Não se trata de concordar ou discordar do estilo de vida da família. O que está em jogo é a integridade emocional e simbólica de uma criança. A sociedade está adoecendo a ponto de projetar frustrações e ressentimentos em quem deveria ser protegido acima de qualquer coisa: as crianças", afirma a profissional.

Segundo a especialista, há um fenômeno crescente de desumanização da infância nas redes sociais, assim como aconteceu com a filha de Roberto Justus, onde crianças são julgadas e atacadas como se fossem figuras públicas responsáveis por decisões que obviamente não cabem a elas. "O que estamos ensinando às próximas gerações? Que vale tudo em nome da opinião? Que crianças podem ser atacadas como adultos? Estamos perdendo o limite do aceitável", acrescenta.

Telma Abrahão atua há mais de 15 anos com prevenção de traumas e educação emocional, impactando famílias e profissionais da saúde em diversos países. Para ela, é urgente resgatar a ética do cuidado, da empatia e da proteção à infância. "A infância precisa ser território de proteção, não de ataque. Precisamos urgentemente reaprender a lidar com nossas próprias dores, frustrações e traumas, sem projetar isso em quem está apenas começando a viver".

Márcia Piovesan
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