Eliana detalha capsulite adesiva atribuída à menopausa: 'Está em queda'
Eliana detalha cirurgia após paralisia parcial do ombro e ressalta a importância de diagnóstico precoce e autocuidado na menopausa
A renomada apresentadora Eliana, de 52 anos, fez um relato emocionante ao revelar que sofreu com capsulite adesiva — também conhecida como "ombro congelado", ao longo de 2024. O episódio resultou em uma paralisia temporária do ombro, que ficou "grudado" ao corpo, impedindo movimentos simples e impactando diretamente suas atividades diárias
O que é a capsulite adesiva?
A capsulite adesiva é caracterizada por rigidez intensa e dor no ombro, progredindo em três fases distintas:
- Fase dolorosa (período de congelamento)
- Fase de rigidez (omoplata "presa")
- Fase de descongelamento (recuperação lenta, levando meses ou até anos)
Segundo o ortopedista Jean Klay, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, esse processo pode levar até seis anos caso não tratado adequadamente .
Ligação com menopausa: o que os especialistas dizem
Eliana associou seu quadro à menopausa, explicando que a queda do hormônio estrogênio afeta não só humor e calorões, mas também articulações, tendões e músculos . O ginecologista Igor Padovesi confirma que a redução hormonal durante a menopausa pode agravar dores articulares e o surgimento de condições como o "ombro congelado" .
No entanto, o vice-presidente da FEBRASGO, Dr. Luciano Pompei, ressalta que a menopausa não é causa direta, mas pode intensificar sintomas em pessoas predispostas
gshow.
Eliana iniciou tratamento com fisioterapia, compressas quentes e uso de anti-inflamatórios. Porém, esses métodos não conseguiram restaurar sua mobilidade — levando à indicação de uma cirurgia bem-sucedida
Dr. Klay comenta que a intervenção cirúrgica é considerada somente após falha do tratamento conservador. Procedimentos como hidrodistensão e manipulação articular auxiliam na recuperação, minimizando sequelas e acelerando o processo .
- Diagnóstico precoce é essencial: procurar ajuda logo ao sentir dor limita danos maiores.
- Cuidados hormonais na menopausa: a terapia de reposição hormonal (TH) pode ajudar na lubrificação e saúde das articulações .
- Consciência emocional e física: autocuidado e exames regulares são fundamentais, pois o corpo dá sinais — "o corpo fala", alerta Eliana.
Estudos nacionais indicam que cerca de 10-20% das mulheres na menopausa sofrem com dores articulares relacionadas à queda hormonal (cf. Sociedade Brasileira de Reumatologia).
A capsulite adesiva afeta entre 2-5% da população geral, com maior incidência em mulheres entre 40 e 60 anos (cf. revista Clinical Cases in Mineral and Bone Metabolism).