Divórcio escandaloso da filha de Ana Maria Braga expõe três problemas de ter pais famosos
Mariana Maffeis vê desmoronar a privacidade que tanto preza e experimenta a crueldade dos ‘juízes’ da internet
A pior consequência de ser famoso é a invasão de privacidade, afirmam os artistas. Muitas vezes, esse ônus é pago também pelos filhos que gostariam de se manter anônimos ou, ao menos, pouco acessados pela mídia.
É o caso de Mariana Maffeis, primogênita de Ana Maria Braga e do economista Eduardo Pereira de Carvalho.
A mãe se tornou uma das grandes estrelas da Globo e não sai das manchetes nos sites de notícias pelo que faz no ‘Mais Você’ e na vida privada.
Essa popularidade gigantesca afeta a filha, que passa a ser, involuntariamente, uma figura pública, ainda que de baixa exposição.
Mariana mantém um canal no YouTube, onde ensina receitas lacto-vegetarianas relacionadas à sua devoção ao movimento Hare Krishna.
Demonstra desinteresse na visibilidade e no glamour que cercam a mãe.
“O mundo das celebridades é uma ilusão. Tem gente que é de verdade, olha no olho, tem gente que não”, disse em um vídeo.
“Pude ver a fama pela coxia (os bastidores). Pude estar na vida ‘desilusionada’ quanto à fama e ao dinheiro. Uma grande liberdade isso, não querer fama.”
Mas a superexposição veio — e da pior maneira.
A separação do yogue colombiano Badarik González ganhou ares de escândalo devido aos detalhes revelados, aos poucos, pela imprensa.
Entre eles, a suposta “acomodação” dele diante das facilidades financeiras de Mariana, uma prisão por furto de um anel e acusações de comportamento inadequado.
O término do casamento de seis anos resultou em uma medida protetiva para que Badarik não se aproxime da ex-mulher e dos dois filhos.
No centro do furacão, Mariana tenta controlar a situação com mensagens apaziguadoras. Sinaliza incômodo com o fim da rotina tranquila que levava antes de ficar sob os holofotes.
Este é um dos três efeitos colaterais de ser filho de alguém tão conhecido e presente o tempo todo em múltiplas telas: a perda do controle da privacidade.
Até pouco tempo, Mariana se mantinha distante do noticiário. Com a repercussão do divórcio, o drama pessoal e familiar passou a ser acompanhado por milhares de pessoas.
O que antes dizia respeito apenas ao círculo íntimo transformou-se em assunto de programas de fofocas na TV e debates debochados nas redes sociais.
O segundo efeito é justamente enfrentar o implacável tribunal da internet. Embora a maioria das manifestações seja de solidariedade a Mariana, há também quem a critique.
Alguns internautas questionam seu estilo de vida alternativo, enquanto outros apontam que foi ela quem se vulnerabilizou ao revelar a separação em um vídeo no seu canal.
Na lógica torta das plataformas digitais, pouco importa quem está com a razão: cada detalhe vira munição para interpretações tendenciosas e condenações instantâneas.
O terceiro efeito é não ter direito à própria identidade. Como o título deste artigo mostra, ela é apresentada na imprensa como “a filha de Ana Maria Braga”, uma forma de despertar imediatamente a atenção do leitor. O nome próprio parece ter menos força do que o parentesco.
Sua história, suas convicções, seu trabalho e sua trajetória acabam em segundo plano, já que a ligação com a mãe famosa se torna sua principal credencial pública.
É um fenômeno comum entre filhos de personalidades midiáticas: por mais que construam um caminho individual consistente, acabam sendo enxergados por meio dos pais.
Além da dor da separação e do desgaste de imagem, Mariana Maffeis vê a história que construiu para si ser ofuscada pela fama da mãe. É um preço alto a pagar.
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