Diogo Nogueira fala sobre sua vida no Candomblé: 'Elo vivo com meus orixás'
Diogo Nogueira resolveu falar sobre sua fé na religião no Candomblé, e como sua vida mudou desde então
O cantor Diogo Nogueira, de 44 anos, compartilhou nas redes sociais um momento de fé e gratidão nesta quinta-feira (4). Ele relembrou sua feitura no Candomblé e agradeceu à casa de Axé e ao pai de santo, Fábio Nogueira, pela orientação espiritual. "4 anos se passaram desde minha feitura no Candomblé. Cada guia que carrego é um elo vivo com meus orixás, que me orientam, protegem e caminham comigo todos os dias. Gratidão ao meu pai @fabionogueiraofficial e à minha casa de Axé por todo aprendizado e proteção. Olorum Modupé! Axé!", escreveu o sambista.
O artista abriu o coração ao relembrar o início de sua trajetória religiosa, destacando a importância da orientação de Fábio, que é seu primo e pai de santo. "Eu resolvi também falar um pouco da minha iniciação. E aí eu tô com o Fábio, que é meu primo, meu pai de santo, Fábio de Jagum. Eu pedi pra ele explicar um pouco de como começou essa história", contou Diogo, emocionado.
Fábio Nogueira relatou os acontecimentos que definiram os caminhos espirituais do cantor. "Ele bateu na minha porta pra jogar. Eu joguei e havia falado pra ele que eu dava um ano no máximo, que ele raspasse. Foi confirmado pra insano. Ela vem, ela para na frente dele, se joga nos pés dele e bate cabeça. Eles começaram a tocar a música do Santo dele, que era Oxóssi, que ela pediu", explicou. Ele acrescentou detalhes do ritual: "Ela começou a dançar para Oxóssi, depois para Oxum e, por último, para ela mesma. Então, ali, ela estava protocolando que ele seria, daqui a um tempo, o Ogã, pai dela, feito por ela. Suspensão é para dizer que ele tem cargo, que ele é uma pessoa não rodante e que ele é um Ogã. E a partir daquele momento que você está recolhido, que você está para o seu orixá, a coisa muda completamente de figura. Você morre para você nascer para orixá. Parreoiá, Meshorum. Axé pra todos vocês!".
O relato de Diogo Nogueira reforça a importância do Candomblé em sua vida pessoal e artística, destacando a conexão com os orixás, a dedicação à religião e o respeito às tradições que moldaram sua trajetória espiritual.