Comida defecada e insetos: Polícia se pronuncia sobre suposta precaridade no presídio de Deolane Bezerra
Órgão afirmou que "as alegações são improcedentes"; Daniele Bezerra relatou crises de pânico, quedas de pressão e infestação de animais
A Polícia Penal do Estado de São Paulo veio a público nesta quinta-feira (11) rebater as denúncias sobre as condições de encarceramento de Deolane Bezerra, 38 anos, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Em nota enviada à revista Quem, o órgão foi direto: "As alegações são improcedentes".
A manifestação oficial veio um dia após Daniele Bezerra, irmã e advogada de Deolane, conceder entrevista ao colunista Lucas Pasin, do Metrópoles, descrevendo um cenário alarmante. Segundo Daniele, a influenciadora estaria sofrendo crises de pânico dentro da cela e já precisou ser socorrida duas vezes pela unidade, com a pressão chegando a 9 por 6 e aplicação de soro.
"Deolane tem crise de pânico e não consegue ficar na cela sozinha à noite. Isso piorou depois que, em somente um dia, ela matou quatro escorpiões. Há uma infestação no local", afirmou.
A irmã também relatou problemas com a alimentação. "Ela não consegue comer a comida porque os pratos são sujos. Muitos desses ficam trancados em celas e as presas os utilizam para urinar e defecar. Depois esses mesmos pratos são introduzidos na cozinha. Não são lavados corretamente, e voltam com a comida para as detentas", declarou.
A Polícia Penal rebateu ponto a ponto. Sobre a alimentação: "Deolane se alimenta e ingere água normalmente, como a população prisional da unidade. Ao todo, são quatro refeições por dia e a comida fornecida segue o cardápio padrão elaborado por nutricionistas. A água ofertada é própria para consumo e passa por análises de qualidade com frequência".
Sobre os escorpiões: "A penitenciária passa por dedetização e desratização periódica, sendo a última em abril deste ano, não havendo registros de animais peçonhentos". Quanto ao estado de saúde da influenciadora, o órgão se recusou a dar detalhes, alegando sigilo médico.
Deolane está presa desde 21 de maio de 2026, alvo de uma operação do Gaeco contra lavagem de dinheiro do PCC. Na véspera, a Justiça de São Paulo havia negado os pedidos da defesa para transferência a uma Sala de Estado-Maior ou conversão da prisão preventiva em domiciliar. Esta é a segunda vez que a viúva de MC Kevin é presa, a primeira ocorreu em 2024, quando foi investigada por envolvimento em esquemas de jogos ilegais e lavagem de dinheiro por meio de empresas de apostas.
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