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Comediante cega denuncia tentativa de beijo à força após show em São Paulo

Tatá Mendonça relatou mais um episódio de assédio, lembrando caso anterior ocorrido durante apresentação de stand-up em 2024

16 mar 2026 - 16h36
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A comediante cega Tatá Mendonça, conhecida nas redes sociais como Cega na Comédia, relatou ter sido alvo de importunação sexual após um show de stand-up em Franca, interior de São Paulo. Segundo ela, o agressor tentou beijá-la à força, aproveitando sua condição de cegueira.

Tatá Mendonça (Divulgação)
Tatá Mendonça (Divulgação)
Foto: Contigo

O episódio ocorreu na madrugada de sexta-feira (13/3), mas só foi revelado por Tatá neste sábado (14/3), em uma publicação no Instagram.

Além de relatar o fato, a comediante recordou outro assédio do qual foi vítima em setembro de 2024, durante apresentação no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Na ocasião, um homem teria passado a mão nela enquanto estava no palco.

"Minha arte é pública. Minha dignidade não […] Minha arte não oferece sexualidade. Ela fala às vezes sobre sexualidade. Eu não me vendo. Eu trabalho", declarou Tatá.

Tatá contou ainda que, após o caso do ano retrasado, desenvolveu quadro de depressão, intensificado pelo comentário do comediante Patrick Maia, que afirmou que o episódio teria sido uma "notícia ruim para a comédia".

"Notícia ruim para a comédia seria proteger criminosos. O homem daquele caso já frequentava esse ambiente. Inclusive fazia alguns roteiros para o próprio Patrick Maia. Nenhum colega de profissão se pronunciou para me defender. Isso me ensinou a não depender desse apoio", disse Mendonça.

Tentativa de beijo forçado

Segundo Tatá, a tentativa de beijo ocorreu enquanto ela estava na fila de fotos após o show. Seu noivo teria perseguido o agressor antes de acionar a polícia.

Em publicação, a comediante comentou que o suspeito passou por audiência de custódia na sexta-feira e ficou preso por decisão judicial. O Tribunal de Justiça de São Paulo foi procurado pelo Metrópoles para confirmação, mas ainda não se pronunciou.

Ela deixou um recado às mulheres que enfrentam situações parecidas: "Mulheres, não se sintam culpadas. Quem precisa viver assistido para não assediar é que deveria viver preso. Pessoas com deficiência aprendem desde cedo a ser fortes e não viver de vitimismo. Enquanto muita gente que tem tudo para ser feliz vive se vitimizando. Meu sorriso não é disfarce. É resistência".

A Secretaria da Segurança Pública também foi contatada sobre a prisão do homem, e a matéria será atualizada após retorno.

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