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Com quatro fraturas após levar 60 socos, vítima manda mensagem para o ex: 'Estou viva'

Juliana Garcia, de 35 anos, detalha horror vivido dentro do elevador; o ex-jogador de basquete Igor Cabral foi preso em flagrante

4 ago 2025 - 10h13
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[ALERTA: o texto a seguir aborda assuntos relacionados a violência doméstica. Caso você esteja passando por uma situação do tipo ou conheça alguém que precise de ajuda, procure a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas pelo telefone 180, ou a Delegacia Especializada da Mulher (DDM) mais próxima]

Reprodução/Record e Reprodução/Instagram
Reprodução/Record e Reprodução/Instagram
Foto: Márcia Piovesan

Foi entre o 16º andar e o térreo de um prédio em Natal (RN) que a empresária Juliana Garcia dos Santos, de 35 anos, enfrentou os segundos mais violentos de sua vida. Dentro do elevador, ela recebeu 61 socos do então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos. A agressão, registrada por câmeras de segurança, terminou com quatro fraturas no rosto da vítima, e com o agressor preso em flagrante por tentativa de feminicídio.

Antes mesmo da cirurgia que reconstruiu parte de seu rosto, Juliana decidiu tornar pública a violência que sofreu. Em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, ela compartilhou os detalhes da madrugada em que, segundo ela, lutar pela própria vida se tornou a única opção. "Eu não tenho opção a não ser forte", afirmou.

Ela contou que decidiu permanecer no elevador ao perceber que estava em risco, não apenas para tentar conter o agressor, mas por saber que ali, ao contrário do corredor e do apartamento, haveria registro em vídeo. "Sabia que fora do elevador não tinha câmera", disse. O gesto foi intencional. "Minha intenção era evitar que ele entrasse no meu apartamento e destruísse tudo. Mas, principalmente, eu sabia que dentro do elevador havia uma câmera, e fora não".

Em meio ao ataque, ela ainda tentou sinalizar para a câmera com gestos, esperando que alguém da portaria identificasse o perigo. Apesar disso, o espancamento foi inevitável, e, para Juliana, só foi possível sobreviver porque ela permaneceu consciente o máximo que pôde. "Meu propósito era me manter viva, me manter consciente na medida do possível", relatou. Segundo ela, se tivesse se entregado, não estaria viva hoje.

Juliana também fez questão de enviar um recado direto ao agressor, que está preso: "Que ele soubesse que não deu certo, que eu estou viva". E reforçou que a culpa jamais deve recair sobre quem sofreu a violência: "A culpa não foi minha e a culpa nunca será da vítima".

Agora em processo de recuperação, ela encara os hematomas não como marcas do trauma, mas como emblemas de sobrevivência. "Meus olhos roxos simbolizam resistência e esse é só o começo da minha nova vida", disse ela, que se define como uma "mulher livre e cheia de sonhos".

Márcia Piovesan
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