Chico Anysio era deprimido e se arrependia de ter sido artista, revela filho do humorista
Nizo Neto relembrou os últimos anos de vida do pai, que faria 94 anos no último sábado, 12
Em entrevista a um canal no Youtube, Nizo Neto revelou que o pai, Chico Anysio, era deprimido e até chegou a dizer que se arrependia de ser artista. O filho do humorista ainda contou que o eterno Professor Raimundo era viciado em remédios.
Quem via os programas humorísticos com Chico Anysio jamais pensaria nas palavras "deprimido" e "melancólico" para descrever o ator. Na realidade, essas eram algumas de suas maiores características nos últimos anos de vida.
Quem garante é Nizo Neto, filho do humorista. Segundo ele, o pai vivia frustrado por ter sido artista e era viciado em remédios.
O eterno Professor Raimundo passou o ofício para três de seus filhos: Lug de Paula, que viveu o 'Seu Boneco' no programa, Bruno Mazzeo e Nizo Neto.
Apesar dos herdeiros continuarem seu legado na atuação, ser artista não era uma ocupação que deixava Chico Anysio feliz ou completo.
Em entrevista do canal da Lisa Gomes no Youtube, o filho esclareceu sobre a frustração que rondou o pai em seus últimos anos.
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“Ele acordava às vezes deprimido. Era uma coisa funcional, ele tinha essa depressão funcional. Ele disse que o maior arrependimento dele era ser artista", revelou Nizo Neto.
O filho de Chico Anysio ainda explicou a "contradição" presente na vida de muitos humoristas: apesar de trabalherem com o riso, muitos são melancólicos.
"As pessoas tem essa imagem que os comediantes são engraçados 24 horas por dia e isso é uma coisa que não existe, a grande maioria não é, a grande maioria é gente séria, muito melancólicos também e que sublimam isso para o humor. Artista é tudo maluco, é uma forma que a gente tem de conseguir seguir. Então você joga na arte aquele furacão de coisas que tem na tua cabeça”, afirmou.
O humorista faleceu em março de 2012, aos 80 anos, por falência múltipla de órgãos. Se estivesse vivo, ele faria 94 anos no último sábado, 12. No bate-papo, Nizo relembrou outra característica forte do pai ao longo de sua vida: o vício em remédios.
“Meu pai sempre foi meio hipocondríaco não assumido. Ele ficava pau da vida se chamasse ele de hipocondríaco - ‘Você é um cara que paga mensalmente um farmacêutico pra ir uma vez por semana te aplicar injeção, sei lá do que é que é, isso não é hipocondria? Claro que é’ – Ele não tomava comprimido e quando tomava parecia que estava ingerindo um tijolo, um cara que prefere tomar injeção, eu nunca vi uma coisa dessas. Ele era assim, adorava cirurgia, gostava de hospital, ele tinha essa coisa, no fundo ele gostava”, explicou.