Céline Dion transforma hotel luxuoso de Paris em sua casa e faz das chegadas e saídas um evento para fãs e jornalistas
Cantora que brilhou na abertura dos Jogos Olímpicos, há dois anos, fará volta triunfal aos palcos após controlar doença paralisante
Céline Dion desce do carro, sorri, acena, faz dancinhas, canta acompanhando o coro de fãs, responde algumas perguntas de repórteres, manda beijo, dá tchau e entra.
Este se tornou uma espécie de ritual quase diário na frente do número 41 da Avenue Hoche, perto do Arco do Triunfo, em Paris.
Ali ficam os apartamentos luxuosos para clientes especiais do Hotel Le Royal Monceau, o preferido de outras celebridades, como Lady Gaga, Beyoncé e Madonna.
É onde a cantora canadense está instalada desde 28 de agosto, em fase de preparação para a estreia de sua temporada de shows.
Serão 16 apresentações entre 12 de setembro e 17 de outubro na Plenitude Arena de La Défense, com capacidade para até 45.000 espectadores.
A procura por ingressos foi tão grande que a produção agendou mais 10 concertos no mesmo local, em maio de 2027.
No domingo (6), o canal francês BMFTV exibiu um documentário mostrando a preparação para o retorno majestoso da cantora à vida pública após o drama com sua saúde.
Ela foi chamada de ‘la Dame de fer’, a dama de ferro, em referência à Torre Eiffel.
Em 2022, após 15 anos sofrendo com sintomas, Céline recebeu o diagnóstico de síndrome da pessoa rígida (Stiff Person Syndrome, SPS).
Trata-se de uma doença neurológica rara, geralmente de origem autoimune, que provoca rigidez muscular progressiva e espasmos involuntários e dolorosos. Não há cura.
No caso da artista, a doença afetou sua mobilidade e a capacidade de controlar a voz, comprometendo a atividade como cantora.
Seu último show completo aconteceu em março de 2020, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A pandemia e o agravamento da síndrome a fizeram se isolar.
Com muito esforço, conseguiu melhorar a qualidade de vida combinando medicamentos, imunoterapia, fisioterapia e reabilitação vocal.
Em 26 de julho de 2024, Céline surpreendeu o mundo ao se apresentar na Torre Eiffel cantando ‘Hymne à l’amour’, de Édith Piaf, na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris.
Agora, no apartamento anexo ao Le Royal Monceau, a cantora está acompanhada por cerca de 15 profissionais, incluindo uma equipe de cuidados médicos.
Aos 58 anos, ela quer fazer da maratona de shows na capital francesa o melhor recomeço possível para a carreira.
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