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Aos 36 anos, apresentadora revela luta contra doença ultrarrara; saiba

Apresentadora detalha diagnóstico provocado por tumor e celebra recuperação; veja

28 mai 2026 - 20h06
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A jornalista esportiva mexicana Miroslava Montemayor utilizou suas redes sociais para dividir com os seguidores um relato contundente e surpreendente sobre os graves desdobramentos de uma condição de saúde com a qual conviveu nos últimos anos.

Foto: Mais Novela

Antes de obter um diagnóstico correto e definitivo, a apresentadora enfrentou um severo desgaste físico que resultou em lesões nos quadris e em impressionantes 16 microfraturas na coluna vertebral. O desabafo da comunicadora repercutiu internacionalmente e foi divulgado no Brasil pela revista Monet.

De acordo com o depoimento da jornalista, a origem de todo o enfraquecimento de sua estrutura óssea estava atada a um tumor benigno de apenas 2,5 centímetros de extensão.

Apesar de não ser cancerígeno, o nódulo foi o gatilho para o desenvolvimento da osteomalácia oncogênica (também conhecida como osteomalácia induzida por tumor), uma patologia considerada ultrarrara pela comunidade médica global. A condição provoca uma perda crônica e excessiva de fósforo por meio da urina, gerando sintomas severos como dores intensas, fraqueza nos músculos e fraturas espontâneas.

"Não foi apenas uma fratura no quadril direito, foram também 16 microfraturas na coluna e o quadril esquerdo estava prestes a fraturar. Isso não aconteceu da noite para o dia e é chamado de OSTEOMALÁCIA INDUZIDA POR TUMOR ou também chamada de OSTEOMALÁCIA ONCOGÊNICA, considerada uma doença ultrarrara com apenas 22 casos registrados no México", detalhou a apresentadora em seu perfil.

Busca pelo diagnóstico

A busca por respostas médicas transformou-se em uma verdadeira jornada para Miroslava. A jornalista revelou que foram necessários cerca de dois anos de exames e consultas até que a causa real de suas fraturas fosse mapeada. Embora o período pareça extenso, a mexicana pontuou que o cenário costuma ser ainda mais arrastado para a maioria dos pacientes, que chegam a esperar até oito anos por um laudo conclusivo devido à raridade da síndrome.

A virada em seu quadro clínico aconteceu graças à intervenção de uma especialista de seu país. "Meu diagnóstico veio dois anos depois (a maioria leva até oito anos) pela médica renomada que me enviou aos céus, Dra. Tayde Arechiga… hoje minhas dores quase desapareceram e meus ossos estão lentamente voltando a ficar fortes", celebrou a jornalista, que prometeu usar suas plataformas digitais futuramente para destrinchar os primeiros sinais da doença e ajudar outras pessoas a identificarem os sintomas precocemente.

Retorno aos gramados na final da Champions League

Após ser submetida a um procedimento cirúrgico bem-sucedido para a retirada do tumor de 2,5 centímetros, o organismo de Miroslava Montemayor começou a reter os nutrientes necessários para a reconstrução do esqueleto. Com a evolução gradual de sua reabilitação física, a profissional, que ganhou notoriedade na televisão após migrar dos concursos de beleza para o jornalismo esportivo, recebeu autorização médica para retomar integralmente sua rotina de trabalho.

Consolidando a superação da crise de saúde, a apresentadora inclusive já carimbou o passaporte para capitanear uma das maiores coberturas jornalísticas do esporte mundial. Miroslava viajou para acompanhar de perto a grande final da UEFA Champions League entre Paris Saint-Germain e Arsenal, agendada para o próximo sábado, 30 de maio.

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