Advogado de Dona Ruth critica decisão da Justiça sobre guarda de Léo: 'Insensatez'
Robson Cunha reage após guarda provisória ser concedida a Murilo Huff, refletindo divergência sobre bem-estar da criança
Após a decisão judicial de conceder guarda provisória de Léo a Murilo Huff, ocorrida em audiência em 30 de junho em Goiânia, aumentou a repercussão pública e jurídica da disputa. Robson Cunha, advogado de Dona Ruth — avó materna de Léo — classificou a decisão como "insensatez", por confiar em postagem enigmática nas redes sociais que cita o provérbio bíblico: "Quem responde antes de ouvir comete insensatez e passa vergonha", apagada em seguida.
O processo tramita em segredo de Justiça, dificultando o acesso a detalhes, mas esclarece-se que Murilo Huff solicitou guarda unilateral após alegar revelações que impactaram sua confiança na atual criação do filho pela avó. Ele reiterou, pelas redes sociais, que o objetivo não é afastar o menino da família materna, mas agir com base no que considera "bem-estar superior".
Enquanto isso, o advogado publicou sua crítica veemente argumentando que decisões precipitadas revelam falta de escuta e podem prejudicar o julgamento final, especialmente se não considerar exames psicológicos ou periciais. Essa reação reforça divisão de estratégias jurídicas: de um lado, o pai foca na urgência do cuidado; de outro, a avó prioriza estabilidade emocional construída ao longo desses quase quatro anos.
No campo jurídico, guarda provisória protege a criança diante de situações controversas, sem cessar o direito da outra parte apresentar defesa, provas periciais ou novos documentos. O fluxo natural do processo inclui audiência de instrução, perícia médica/psicológica e eventual negociação. Se os laudos indicarem estabilidade emocional com o pai, Murilo pode converter a guarda em definitivo.
Na esfera pública, Robson Cunha também manifestou preocupação com os níveis de exposição da criança, lembrando que Léo é uma figura de destaque midiático, sendo herdeiro de patrimônio significativo associado à imagem de Marília Mendonça, estimado em mais de R$ 300 milhões. Ele enfatiza que decisões precipitadas podem impactar não só o bem-estar psicológico da criança, mas também sua proteção patrimonial.
O desfecho dessa fase dependerá dos próximos passos do processo judicial. A divergência entre estratégia pragmática e reflexiva continua a alimentar o noticiário até a definição da guarda definitiva. Recomenda-se atenção aos próximos despachos e audiências, que devem traçar os contornos do futuro de Léo.