Fim do mistério! Pepita prepara docureality para o streaming
Anúncio de Pepita é feito na semana do Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti e do aniversário de 43 anos da cantora
No começo do ano, Pepita causou alvoroço na web ao publicar uma imagem enigmática em suas redes sociais. Agora, a informação por trás do mistério vem à tona.
A trajetória de Pepita vai ganhar um novo capítulo. A artista está preparando um docureality inédito, que já se encontra em fase de negociação com uma plataforma de streaming. O projeto promete mostrar um lado pouco conhecido da multiartista, longe dos palcos e mais próximo da vida real.
O anúncio acontece em um momento simbólico. A novidade foi revelada na mesma semana do Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti e também marca o aniversário de 43 anos da artista. A coincidência reforça o caráter pessoal e representativo da produção.
Um projeto que nasceu do mistério
A imagem publicada por Pepita fazia parte do início da captação de conteúdo do docureality. A proposta é acompanhar momentos reais da vida da artista, revelando a mulher por trás da figura pública conhecida pelo grande público.
O projeto tem direção geral de Chica Andrade, uma das principais cineastas trans do país. A produção é assinada pela Paju Entretenimento.
Da persona Pepita à mulher Priscila
A ideia central do docureality é mostrar Priscila Nogueira, a mulher por trás de uma envolvente trajetória na música. A proposta é ir além da personagem forte, comunicativa e performática que o público conhece.
Ao longo dos episódios, o projeto deve abordar temas como identidade, maturidade, família, carreira e sobrevivência. O olhar é sensível, honesto e profundo, sem filtros ou roteiros rígidos.
A produção aposta em um registro raro. A intenção é acompanhar a artista em sua rotina, decisões e reflexões, mostrando conquistas, desafios e contradições de uma mulher trans que construiu uma trajetória sólida no Brasil.
Carreira construída com muita resistência
Com mais de 10 anos de carreira, Pepita se consolidou como um dos grandes nomes do funk nacional. Sua presença no gênero abriu caminhos e ampliou a representatividade dentro de um dos estilos musicais mais populares do país.
Nascida e criada em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Pepita construiu sua identidade artística a partir de vivências reais. A música foi o primeiro espaço de expressão e afirmação.
Seus hits, marcados por presença cênica e discurso direto, ajudaram a fortalecer sua imagem como símbolo de diversidade e resistência. Ao longo dos anos, a artista expandiu sua atuação para outras áreas do entretenimento.
Crescimento no audiovisual
Além da música, Pepita vem ganhando espaço no audiovisual. Em 2025, integrou o elenco da novela Beleza Fatal, onde interpretou a personagem Bel.
Ela também participou do filme House of Hilton, projeto que retrata a trajetória de Erika Hilton. Foi justamente durante esse trabalho que surgiu a ideia do docureality.
A força da história de Pepita chamou a atenção da diretora Chica Andrade. O contato mais próximo revelou uma trajetória potente, que merecia ser contada em profundidade.
Comunicação como ferramenta de acolhimento
Pepita também se destaca como apresentadora. Seu programa Cartas para Pepita se tornou um espaço de escuta, afeto e orientação.
O projeto nasceu no antigo IGTV, passou pelo YouTube, teve temporada no portal Terra. Desde 2025, também está disponível em vídeo no Spotify. A proposta é acolher pessoas que enfrentam dilemas amorosos, familiares ou ligados à sexualidade.
A forma sensível como Pepita conduz as histórias reforça seu papel como comunicadora. Mais do que entreter, ela cria conexão e promove reflexão.
Maternidade e vida familiar
Outro ponto central do docureality deve ser a maternidade. Pepita compartilha sua rotina como mãe ao lado do marido, Kayque Nogueira, e do filho Lucca Antonio, de 3 anos.
A artista costuma mostrar os desafios e as alegrias dessa fase. Sua experiência como mãe trans se tornou referência para muitas mulheres que vivem realidades semelhantes.
Em 2024, Pepita entrou para a história ao se tornar a primeira travesti a estampar uma capa de Dia das Mães no Brasil. O feito reforçou sua importância na ocupação de espaços antes negados.
Enfrentando o preconceito com voz firme
Ao longo da trajetória, Pepita nunca deixou de denunciar situações de preconceito. Um dos episódios mais comentados foi quando relatou a dificuldade em contratar uma babá para o filho.
Ao expor o caso, a artista chamou atenção para o preconceito presente até em ambientes privados. Para ela, falar sobre essas vivências é uma forma de provocar mudança.
Pepita costuma afirmar que se vê como uma voz para pessoas marginalizadas. Sua história é apresentada como prova de que é possível superar obstáculos e transformar realidades.
Destaque também no Carnaval
Além da música e da televisão, Pepita também se destaca no Carnaval. Ela já foi musa da Acadêmicos da Grande Rio e ocupa um posto de grande visibilidade.
Pelo segundo ano consecutivo, em 2025 e 2026, ela é Rainha de Bateria da Unidos de São Lucas. Sua presença na avenida se tornou símbolo de representatividade.
O posto reforça sua importância cultural e seu impacto dentro da maior festa popular do país.
Um docureality necessário e potente
O docureality de Pepita surge como um projeto necessário. Em um país marcado por dados alarmantes sobre a violência contra pessoas trans, sua história representa resistência, afeto e longevidade.
Mais do que mostrar fama, o projeto propõe refletir sobre existência, amor e permanência. Um retrato maduro de uma artista que segue expandindo sua força.
As negociações com a plataforma de streaming seguem em andamento. Novos detalhes devem ser divulgados em breve. Até lá, a expectativa só aumenta.
Pepita segue provando que sua arte vai além do palco. Ela é manifestação, voz e transformação.