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Evanildo Bechara, gramático e membro da ABL, morre aos 97 anos

Professor e gramático havia fraturado o fêmur no ano passado e lutava contra as sequelas desde então

22 mai 2025 - 19h33
(atualizado às 21h16)
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Evanildo Bechara, gramático e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), morreu aos 97 anos nesta quinta-feira, 22, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O velório acontecerá nesta sexta, 23, na ABL, em horário ainda a ser determinado.

O gramático estava internado no hospital Piaci em Botafogo, no Rio de Janeiro, de acordo com a ABL. No ano passado, o acadêmico havia fraturado o fêmur e lutava contra as sequelas desde então.

Bechara ocupava a Cadeira nº 33 da ABL, eleito em 11 de dezembro de 2000, na sucessão de Afrânio Coutinho.

O presidente da instituição, Merval Pereira, lamentou a morte do Acadêmico, a quem descreveu como "pessoa íntegra e cordial" em comunicado oficial.

"Evanildo Bechara era o maior especialista em língua portuguesa, com fama que ultrapassa nossas fronteiras. Foi o representante brasileiro na reforma ortográfica feita com Portugal", destacou.

A morte acontece no mesmo dia em que o crítico literário e professor Paulo Henriques Britto foi eleito como membro da Academia, para ocupar a cadeira que ficou vaga após a morte da escritora Heloisa Teixeira.

O professor Evanildo Bechara, imortal da ABL, em seu escritório, no centro do Rio de Janeiro, fotografado em 2005
O professor Evanildo Bechara, imortal da ABL, em seu escritório, no centro do Rio de Janeiro, fotografado em 2005
Foto: Fabio Motta/Estadão / Estadão

Dentre sua obras mais celebradas destacam-se Moderna Gramática, Bechara Para Concursos e Gramática Fácil, livros fundamentais para o estudo da língua portuguesa, oferecendo uma abordagem profunda e acessível sobre gramática e norma culta.

A trajetória de Bechara

Evanildo Cavalcante Bechara nasceu no Recife (PE), em 26 de fevereiro de 1928. Na adolescência, órfão de pai, transferiu-se para o Rio de Janeiro, a fim de completar sua educação na casa de um tio-avô.

Aos 15 anos conheceu o Prof. Manuel Said Ali, um dos mais importantes estudiosos da língua portuguesa. Essa experiência permitiu a Evanildo trilhar caminhos no campo dos estudos linguísticos.

Aos 17 anos, ele escreveu seu primeiro ensaio, intitulado Fenômenos de Intonação, publicado em 1948.

Ao longo da carreira de destaque, Bechara tornou-se membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Galega da Língua Portuguesa, e doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra.

Também era membro titular da Academia Brasileira de Filologia, da Sociedade Brasileira de Romanistas, do Círculo Linguístico do Rio de Janeiro.

Bechara foi distinguido com as medalhas José de Anchieta e de Honra ao Mérito Educacional (da Secretaria de Educação e Cultura do Rio de Janeiro), e medalha Oskar Nobiling (da Sociedade Brasileira de Língua e Literatura).

Estadão
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