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Erro na mudança de visto pode custar o Green Card e levar à deportação dos EUA: especialistas explicam por quê

25 jun 2025 - 22h12
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Kelmer Neves e Isabela Brasil Do Amaral revelam as armadilhas que estão mandando brasileiros de volta ao Brasil e alertam sobre como se proteger.

Foto: Márcia Piovesan

O sonho americano pode virar pesadelo quando o imigrante não entende (ou ignora) as regras do seu novo status migratório. A mudança de status migratório nos Estados Unidos é um passo crucial para milhares de imigrantes que buscam regularizar sua situação no país. No entanto, o que muitos não sabem é que, ao trocar de categoria — seja de turista para estudante, de estudante para trabalho ou qualquer outra combinação —, as permissões legais mudam radicalmente. E ignorar essas novas regras pode custar caro: desde a perda do visto até a deportação.

Em um momento de endurecimento nas políticas de imigração, agravado pelo retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e pelas promessas públicas de deportações em massa, qualquer erro pode custar caro e se transformar em motivo para ser deportado.

"Mudar de status migratório nos Estados Unidos significa alterar a categoria ou tipo de visto que a pessoa possui enquanto ela ainda está dentro do país, sem precisar sair e entrar novamente", explica Kelmer Neves, CEO e fundador da Nationwide Immigration LLC, escritório com sede em Washington autorizado a atuar em todo o território estadunidense. Segundo ele, o problema começa quando o imigrante não entende o que essa mudança realmente implica.

"Quando a pessoa muda de status migratório, ela precisa se adaptar a novos direitos e responsabilidades. É muito importante ajustarem suas condutas conforme as exigências do novo status", alerta Kelmer.

A advogada Isabela Brasil Do Amaral, sócia de Kelmer e especialista em imigração, reforça: "Quando um imigrante continua a realizar atividades que já não são permitidas no novo status migratório, como trabalhar ou estudar sem autorização, ele está infringindo as regras estabelecidas pelas autoridades de imigração. Essa violação pode trazer consequências sérias."

Essas consequências incluem desde a recusa de futuros pedidos de visto ou Green Card, até a deportação sumária, algo que vem se tornando cada vez mais comum com o novo endurecimento do governo norte-americano. "Mesmo pequenos deslizes, que antes poderiam ser resolvidos administrativamente, podem agora servir de justificativa para ações mais severas de fiscalização e deportação", afirma Isabela.

Cada status tem suas regras e cada violação conta

Veja o que você pode ou não pode fazer com os principais vistos nos EUA:

• B2 (Turismo): pode fazer turismo, tratamento médico e participar de eventos. Mas não pode trabalhar nem estudar em curso formal.

• F1 (Estudante): pode estudar em tempo integral e trabalhar apenas com autorização específica, como em campus universitário.

• H1B (Trabalho): só pode atuar para a empresa que patrocinou o visto; mudar de empregador requer novo processo.

Mas aqui começa o problema: muitos imigrantes acabam mantendo hábitos do status anterior, como trabalhar informalmente ou estudar sem autorização. "Os erros mais comuns entre brasileiros que mudam de status nos EUA são, falta de planejamento, desconhecimento das regras específicas, erros ou documentos incompletos, comprovação financeira inadequada, trabalhar sem autorização, confiar em informações de terceiros sem checar fontes oficiais e sair do país enquanto o processo está pendente, o que cancela automaticamente a solicitação", detalha Kelmer.

Uma das armadilhas mais perigosas, segundo os especialistas, é buscar orientação migratória em grupos de WhatsApp ou redes sociais. "Tomar decisões baseadas em orientações não profissionais pode resultar em processos negados, deportações, ou até mesmo em proibição de entrada no país. Casos diferentes, soluções diferentes. Cada processo de imigração é único", alerta a advogada.

O clima político mudou e os imigrantes também

O momento político atual nos EUA elevou os riscos para imigrantes em situação irregular ou com processos pendentes. Com a volta de Donald Trump ao poder, o clima de medo e insegurança entre os imigrantes aumentou. E isso tem reflexo direto na atuação de escritórios como a Nationwide Immigration LLC. "Notamos um aumento significativo na procura por regularizações e mudanças de status. O clima entre os imigrantes também mudou, com mais incerteza e ansiedade em relação ao futuro", relata Kelmer.

Mas mesmo com esse cenário mais hostil, ele lembra que a lei continua sendo o alicerce do sistema. "O sistema de imigração americano funciona com base em leis e processos administrativos, que não mudam de forma imediata ou radical, mesmo com trocas no governo. Além disso, cada caso é analisado individualmente."

Toda infração pesa no seu histórico: planejamento é a chave

Para quem está em processo de mudança de status ou pensa em iniciá-lo, a orientação é clara: não improvise. "Meu conselho seria: planeje sua trajetória migratória com antecedência e busque orientação jurídica especializada desde cedo", diz Kelmer.

Isabela reforça que, embora exista certo grau de flexibilidade em casos leves e não intencionais, tudo fica registrado. "Mesmo sem intenção, qualquer infração permanece registrada no histórico imigratório da pessoa e pode influenciar decisões futuras, como a obtenção de um Green Card."

Ter o suporte de um advogado ou especialista em imigração pode ser o divisor de águas entre uma jornada tranquila e a exposição a erros que comprometem seu futuro nos EUA.

Márcia Piovesan
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