'Toy Story 5' será 'companheiro emocional' de 'Toy Story 2', revela produtora
Em coletiva de imprensa, a produtora executiva Lindsay Collins revelou que o novo filme da Pixar colocará Jessie no centro da trama
A Pixar quer provar que ainda há muito espaço para novas histórias no universo de Toy Story. Em coletiva de imprensa que a Rolling Stone Brasil esteve presente, a produtora executiva Lindsay Collins revelou detalhes inéditos sobre Toy Story 5, próximo capítulo da franquia que agora coloca Jessie no centro da narrativa e mergulha em um tema cada vez mais presente na infância contemporânea: a relação das crianças com a tecnologia.
Conhecida por trabalhos como Red: Crescer é uma Fera e Wall-E, Collins explicou que a continuação nasceu a partir do final de Toy Story 4, quando Woody entrega seu distintivo de xerife para Jessie. Segundo ela, aquele momento já indicava que havia algo importante a ser explorado na personagem. "Jessie é um pouco imprevisível. Existe essa sensação de: 'o que ela vai fazer agora?'", comentou a produtora durante o evento que aconteceu no escritório da Disney, em São Paulo.
Jessie assume protagonismo em trama inspirada por Toy Story 2
De acordo com Collins, o novo filme funciona quase como uma "companhia emocional" de Toy Story 2, aprofundando a origem e os sentimentos de Jessie de uma maneira que a franquia ainda não havia feito. A produtora afirmou que a equipe sentia que a cowgirl "merecia" uma história mais emocional e definitiva. "Se existisse um filme centrado em Jessie, precisaríamos descobrir de onde ela veio e o que realmente a move", explicou.
Segundo Collins, o roteiro também busca oferecer uma espécie de resolução emocional para a personagem, algo que os fãs aguardam desde o segundo longa. Ela ainda revelou que parte da equipe criativa do filme pertence à geração que cresceu assistindo Jessie e que isso influenciou diretamente o novo olhar sobre a franquia. "É quase como uma visão de fanfic sobre a personagem", brincou.
Tecnologia vira antagonista
O principal conflito de Toy Story 5 envolverá a chegada de dispositivos tecnológicos ao quarto de Bonnie. Collins explicou que a Pixar percebeu que seria impossível ignorar a forma como tablets, celulares e telas passaram a dominar a infância moderna. "Se fôssemos fazer outro Toy Story sem reconhecer a presença da tecnologia, estaríamos ignorando completamente a realidade", afirmou.
Em vez de transformar o tema em uma "lição de moral", o estúdio decidiu tratar a tecnologia como se fosse mais um brinquedo — e mais um personagem. Surge então LilyPad, nova figura do longa, descrita por Collins como um dispositivo movido puramente por dados e algoritmos.
A dinâmica central do filme nasce justamente do choque entre Jessie e LilyPad. "Jessie é pura experiência e emoção. LilyPad é totalmente baseada em dados", resumiu a produtora. Apesar da crítica indireta ao excesso de telas, Collins insistiu que o longa não pretende demonizar a tecnologia. "Ela não vai desaparecer. Os brinquedos também não. O filme tenta encontrar um equilíbrio entre essas duas coisas."
Pixar aposta na imaginação como "antídoto" às telas
Outro elemento importante do novo filme será a representação visual da imaginação infantil. Collins contou que a equipe quis criar sequências que mostrassem como a criatividade das crianças funciona como contraponto ao universo hiperconectado. Segundo ela, o longa explora mundos imaginários de maneira mais ousada do que os capítulos anteriores da série.
A produtora também destacou que o filme terá forte foco na imaginação feminina, mostrando que o universo criativo das meninas é tão caótico e aventureiro quanto qualquer outro. "As pessoas pensam que seria só casamento e contos de fadas. Mas aí surgem explosões, bombas e loucuras", brincou.
Novo elenco de brinquedos inclui "treinador de banheiro" e câmera digital
A coletiva também revelou diversos personagens inéditos. Entre eles está Amigo Rolinho, um brinquedo tecnológico voltado para ajudar crianças no processo de desfralde; Snappy, inspirado nas primeiras câmeras digitais; e Blaze, nova personagem que deve ganhar destaque ao longo da trama.
Além disso, Collins confirmou que o filme contará com uma ideia considerada inicialmente "maluca" pelo próprio estúdio: a presença de 50 versões do Buzz Lightyear ao mesmo tempo. Segundo ela, a proposta partiu do roteirista Andrew Stanton — veterano responsável pelos roteiros de todos os filmes da franquia. "No começo todos pensaram: 'o que está acontecendo?'. Depois lemos o roteiro e entendemos", contou.
Pixar quer equilibrar nostalgia e evolução visual
Collins também falou sobre os avanços tecnológicos da animação. Ela revelou que a Pixar criou novas soluções específicas para o longa, incluindo sistemas inéditos para cabelos cacheados e cenas externas mais ambiciosas. Mesmo assim, a equipe tenta preservar a identidade visual clássica da franquia. "Poderíamos deixar tudo foto-realista, mas isso faria deixar de parecer Toy Story", explicou.
Franquia pode continuar após o quinto filme
Embora o futuro da saga ainda seja incerto, Collins indicou que a Pixar não descarta novas continuações. Segundo ela, Andrew Stanton costuma dividir a franquia entre "os anos Andy" e "os anos Bonnie". Para a produtora, o conceito de brinquedos que acompanham diferentes crianças permite que a série continue se reinventando ao longo das gerações.
Quando estreia Toy Story 5?
Toy Story 5 estreia nos cinemas brasileiros em 18 de junho, com sessões antecipadas a partir de 17 de junho. Assista ao trailer da novidade a seguir:
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