O que é 'Aeroporto - Área Restrita', série que teve filmagens proibidas pela Polícia Federal
Gravações da oitava temporada estavam previstas para este sábado, 31, no Galeão; PF proibiu e auditores falam em "ciumeira institucional"
A série documental "Aeroporto: Área Restrita" conquistou o público brasileiro ao mostrar o dia a dia das autoridades policiais nos aeroportos do Brasil. O programa, lançado em 2017, acompanha as equipes responsáveis pelas operações da vigilância alfandegária nos aeroportos internacionais de Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas) e Galeão (Rio de Janeiro).
No fluxo de passageiros que entram e saem do País, os profissionais se veem de frente a esquemas de tráfico internacional de drogas e medicamentos, transporte de substâncias ilícitas, imigração ilegal, crimes ambientais e outros.
"Aeroporto: Área Restrita" tem sete temporadas com 12 episódios cada. A mais recente estreou em outubro de 2025.
A série é produzida pela Moonshot Pictures para o Discovery Channel e está disponível nos serviços de streaming da HBO Max.
Proibição de filmagens
O Estadão mostrou que uma gravação que estava marcada para a tarde deste sábado, 31, no aeroporto do Galeão, no Rio, foi impedida de ser realizada por agentes da Polícia Federal. A PF enviou um ofício nesta sexta, 30, à concessionária RioGaleão informando sobre a proibição.
Segundo Kleber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), o clima já estava tenso há algum tempo entre policiais federais e auditores da Receita porque a série passou a focar, ao longo dos anos, mais nos casos envolvendo o órgão do que nas histórias da PF.
Ele diz estar havendo uma "ciumeira institucional" e que a ordem de proibir as gravações teria vindo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Procurado, Rodrigues disse que "o ofício é autoexplicativo".
Após a publicação da reportagem da Coluna do Estadão, a PF divulgou nota neste sábado, 31, dizendo que a vedação 'decorre do estrito cumprimento de normas constitucionais, legais e regulamentares que regem a segurança da aviação civil no Brasil'. O texto também afirma que "não há qualquer disputa institucional no episódio".