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"Nenhum estúdio o queria", diz diretor sobre Charlie Sheen

8 fev 2013 - 15h31
(atualizado às 18h41)
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É uma espiral descendente para Charlie, um profissional de sucesso cuja vida resvala para o desespero quando sua namorada rompe com ele. Esse Charlie poderia ser Charlie Sheen, mas na realidade é o fictício Charles Swan, um personagem charmoso e imaturo interpretado pelo ator e bad boy favorito de Hollywood, filmado apenas alguns meses depois que os deslizes fora da tela do astro o levaram a ser demitido da sit-com Two and a Half Men, em 2011.

Ator Charlie Sheen é visto durante entrevista televisiva para o canal FX em Beverly Hills, na Califórnia. O fime "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III" é uma espiral descendente para Charlie, um profissional de sucesso, vivido por Sheen, cuja vida resvala para o desespero quando sua namorada rompe com ele. 28/07/2012
Ator Charlie Sheen é visto durante entrevista televisiva para o canal FX em Beverly Hills, na Califórnia. O fime "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III" é uma espiral descendente para Charlie, um profissional de sucesso, vivido por Sheen, cuja vida resvala para o desespero quando sua namorada rompe com ele. 28/07/2012
Foto: Gus Ruelas / Reuters

Sheen é o protagonista A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III, que estreia nos cinemas norte-americanos nesta sexta-feira, escrito e dirigido por Roman Coppola, filho do diretor de O Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola.

Roman, 47 anos, que já foi indicado a um Oscar por seu trabalho no roteiro de Moonrise Kingdom, falou com a Reuters sobre como foi trabalhar com Sheen.

Você escreveu o roteiro especialmente para Charlie Sheen?

Roman - Não escrevi com ele em mente. Estava animado por escrever uma peça sobre um protagonista muito estranho, alguém charmoso, imaturo, esforçado e cheio de imaginação. Enquanto terminava o roteiro, meio que percebi que Charlie Sheen seria perfeito para ele. Ambos são maiores do que a vida. Usam seu charme e sabedoria para amenizar os problemas para não ter de lidar com as coisas. Mas é coincidência terem o mesmo nome.

Vocês dois fazem parte de dinastias de Hollywood. Seu pai é Francis Ford Coppola e o pai dele é Martin Sheen. Quando você e Charlie se conheceram?

Roman -

Nós nos conhecemos meninos, quanto tínhamos em torno de 11 anos, no set (do filme de 1979)

Apocalipse Now

 (dirigido por Francis Ford Coppola e estrelado por Martin Sheen). Nossas famílias ficaram nas Filipinas (para as filmagens) por vários meses, então Charlie e eu ficamos amigos. Temos várias boas lembranças de ficar juntos naquele lugar exótico.

Que tipo de lembranças?

Roman - 

Lembro-me de estar com ele quando construíram o (fictício) Complexo Kurtz. Charlie e eu íamos passear (pelo set) e havia todo tipo de crânios, armas e coisas interessantes para garotos de 11 anos. Eu também estava interessado em maquiagem teatral, então apresentei Charlie ao hobby de fazer cicatrizes.

Você sofreu alguma resistência da família, de amigos ou de patrocinadores quando decidiu escalar Sheen para Charles Swan?

Roman - 

Basicamente, não havia um estúdio de cinema disposto a financiar o filme com Charlie. As companhias de seguro não queriam meu negócio. Houve muito pouco apoio na comunidade cinematográfica para financiar o filme. Então, tive que ser esperto na hora de obter financiamento.

Você se surpreendeu com isso?

Roman - 

Fiquei surpreso em certo grau porque havia outros talentos ligados ao filme, como Jason Schwartzman e Bill Murray. Eu achava que isso iria provocar a curiosidade das pessoas. Quando as pessoas dizem ‘não' ou ‘por que você iria querer chamar Charlie Sheen?', eu acho que todo mundo está louco. Mas é Charlie quem conjura a imagem de louco - disputas públicas com o criador de

Two and a Half Men,

 Chuck Lorre, e suas ex-esposas, Denise Richards e Brook Mueller. É ele quem está em reabilitação por causa de drogas, que destrói quartos de hotel, que vive com estrelas pornô e se autodenomina um feiticeiro com "sangue de tigre" e "DNA de Adônis". Mas isso é muito história em quadrinho, não é uma pessoa real. É um retrato que surge de se querer criar histórias. Ele é um indivíduo. Ele é obviamente um cara talentoso e talento não desaparece. Há dez anos, estaríamos tendo essa mesma conversa sobre Robert Downey Jr. e sobre como ele é louco e irresponsável. Agora sabemos que ele está no topo da profissão. Então, para mim, é meio imaturo falar esse tipo de coisa. É fofoca e é falso.

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